quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Mãe e filho

Dominic estava trancado em seu quarto, e chorava pesaroso, soluçando com seu rosto enfiado no travesseiro, fungando profundamente. Não suportava a dor que sentia dentro de si, uma dor intensa, terrível e insuperável para seus míseros oito anos de vida. Lentamente, ele se virou, olhou para o teto e escutou o chiasso da fina chuva que caia na janela, tentando nao pensar em nada, nao sentir nada, nao lembrar de nada. No entanto, as lembranças de seu unico avo piscavam em sua mente como fogos de artificios, fazendo aumentar a imensa saudade que sentia, e que fazia suas lagrimas rolarem pelo seu rosto e cairem no trevesseiro. Alecio havia sido uma pessoa muito importante na vida de Dominic, e de seus pais. Pai de sua mae Dalila, era o unico avo vivo de Dominic, ja que seu outro avo, pai de seu pai, havia falecido muito tempo antes de Dominic nascer. Alecio havia ajudado mto na criaçao do menino, enquanto o pai trabalhava dia e noite para se tornar um grande politico, e enquanto sua mae fazia plantoes e mais plantoes no hospital da cidade, onde era uma importante enfermeira. Alecio contava as mais variadas historias para Dominic. Os dois passeavam juntos, jogavam cartas, iam em lagoas pescar, em parques de diversao, e muitas outras coisas que geralmente sao responsabilidade dos pais. Passavam realmente muito tempo juntos, e criaram um grande e forte laço amoroso, um laço que nada nem ninguem poderia romper. Apenas a morte. Alecio tinha grandes problemas com bebidas alcolicas, e cada vez ficava mais descontrolado. Certo dia, exagerou extremamente no consumo de whiske, e seu corpo velho e ja comprometido por outras bebedeiras nao aguentou mais, e Alecio sofreu uma cirrose que o levou a morte.
Ainda contemplando o teto salmao de seu grande quarto, Dominic escutou batidas na porta, e sua mae Dalila entrou com uma xicara de chocolate quente na mao.
- Como voce esta, meu filho? - Perguntou ela.
- Bem. - respondeu Dminic, branmdamente. A mae contornou a cama, e pousou a xicara fumegante no bida ao lado. Em seguida sentou delicadamente na cama e olhou para o filho.
- Dominic - Disse ela, segurando sua pequena mao e olhando-o com um olhar triste.Parecia muito abalada - Olhe, nos precisamos ser fortes. Sei esta sendo dificil para voce, para mim e seu pai tambem esta. O vovo era muito proximo a nos, nosso unico familar. Eu o amava demais, era sua unica filha... - ela parou de falar, e as lagrimas rolaram de seu rosto jovem, e ela o escondeu nas maos e começou a chorar. Dominic levantou e a abraçou, sentindo seus soluços violentos. Permaneceram assim uns minutos, entaum Dominic falou:
- Eu nao queria que o vovo tivesse morrido mamae, mas ele se foi. vou sentir saudade dos passeios e das historias, e vou pensar muito nele. - O menino afagou os cabelos de sua mae, enquanto ela recuperava lentamente o controle. - Mas acho tambem que ele nao iria querer nos ver assim tristes, chorando. Ele iria querer nos ver felizes. - A mae se levantou ainda fungando, e deu um sorriso choroso para o filho.
- Sim, meu filho, voce tem razao. - E acaricio os cabelos do menino - Tome seu chocolate que ainda esta quente. Logo chamo voce para jantar. - ela virou as costas e saiu do quarto a passos arrastados, fechando a porta com delicadeza.
Dominic achava que jamais iria superar a morte de seu avo, mas conseguiu vencer seu sofrimento com o passar do tempo. Ele, seu pai e sua mae viviam sozinhos, tinham poucos amigos, e moravam muito longe de seus parentes, que tambem eram poucos. Seu pai tinha apenas uma irma. sua unica tia, que tinha um filho, Jonas. Jonas tinha 10 anos, e nos poucos encontros de familia que haviam ocorrido durante a vida de dominic, os dois garotos haviam se dado muito bem. Porem ja naum se viam a muito tempo, e dominic foi crescendo e se tornando um garoto cada vez mais solitario.
Aos doze anos, dominic sofreu outra perda. Seu pai sofrera um acidente violento de carro enquanto viajava para outro cidade resolver assuntos de trabalho. Os medicos disseram que ele morrera na hora, e dominic e sua mae ficaram sozinhos.
Apesar do grande choque, dominic nao sofrera tanto pela morte do pai como pela morte do avo, seja por ja ter experimentado a dolorosa experiencia uma vez, seja por nao ter sido tao apegado ao pái quanto fora com o avo. As duas perdas de dominic fizeram-no amadurecer muito, e sua personalidade se tornou seria e seu comportamento precosse. Aos 15 anos, dominic começou a trabalhar numa pequena empresa de embalagens, onde se destacava dos demais funcionarios, e na escola era o primeiro da classe. Porem, a solidao que sentia crescia cada dia mais, pois os outros estudantes nao gostavam dele por ser cdf demais, e seus colegas de trabalho nao o convidavam nunca para sair, pois dominic crescia na empresa mais rapidamente que os demais. Com o tempo, dominic parou de se preocupar com isso, e se apegou muito a unica pessoa que lhe restara. Sua mae Dalila. A mae parara de trabalhar na enfermaria, e passou a cuidar da casa, sustentando-se com a alta renda que recebia de indenizaçao pela morte de seu marido. Assim como Dominic, Dalila havia sofrido muito com a morte de Alecio e de seu marido, e mae e filho haviam sofrido e superado juntos as duas perdas. Agora moravam sozinhos, sem outros amigos e parentes. Com o tempo, estabeleceram entre si uma vida de crescente afeiçao, onde mae e filho eram os melhorer amigos um do outro. E assim foram levando suas vidas.
Até que o destino se encarregou de mudar tudo.
Aos vinte anos, Dominic ja cursava sua faculdade de direito. Certo dia, na sala da faculdade, enquanto justificava complexos itens do codigo penal, o professor anunciou que uma nova aluna chegara na sala. Dominic nao se interessou, e nao olhou direto para a nova aluna como a maioria de seus colegas. Apenas ergueu os olhos de seu livro quando percebeu que a jovem se sentara em uma cadeira vazia ao seu lado.
O professor pediu que os alunos retomassem as tarefas, e Dominic voltou-se outra vez a decifrar o ultimo paragrafo.
- Dominic - sem perceber, o professor chegara ao lado de Dominic - vou pedir-lhe para sentar-se com ela hoje - e indicava a aluna nova ao seu lado - pois ela ainda nao possui livro, e voces podem me entregar o trabalho conjuntamente. Tudo bem por voce? Dominic olhou para a moça que o observava silenciosa e respondeu:
- Claro, sem problema. - e entaum ela puxou sua cadeira e sentou-se ao seu lado.
- Sou Ana - disse, com um sorrisinho - qual seu nome?
- Dominic - respondeu ele, sem tirar os olhos do livro.
- hum - permaneceram silenciosos por uns minutos, e ela observava dominic ler os codigos e escrever respostas inteligentes e esclarescedoras.
- Nossa voce é realmente bom - disse ela admirada com as sombrancelhas erguidas.
- obrigado - agradeceu ele
- Eu nao conseguiria decifrar com tanta rapidez que nem voce.
- Bom na verdade nao tem nenhum segredo - disse Dominic modestamente, e começou a explicar tudo para a moça.
Apartir daquele dia, depois de muito tempo, Dominic fizera entaum uma nova amizada. Ana era simpatica, e continuou a sentar-se ao lado de Dominic. Assim como ele, Ana nao era muito enturmada com os outros, e parecia gostar imensamente da companhia de Dominic.
Depois de muito tempo, começaram a sair juntos para cinemas, lanchonetas e outros lugares, e Dominic achava que tudo estava indo muito bem na sua vida. No entanto, enquanto a felicidade de Dominic crescia cada dia mais, outra pessoa parecia estar sofrendo muito com a repentina mudança. Dalila acostumara-se com seu filho em casa, e nao entendia o que estava acontecendo. Cada dia mais, e com mais frequencia, Dominic saia de casa, e nao dava satisfaçao sobre o que estava fazendo. Parecia estar cego, hipnotizado por alguma coisa. Ou por alguem. Tal pensamento ocorrera por acaso a Dalila, certo dia enquanto aguardava sozinha a volta do filho. Andava pela casa, entristecida, os olhos vermelhos, pensando. Nao podia ser. Com certeza Dominic chegara em algum ponto importante de seus estudos, no qual precisava dedicar grande parte de seu tempo empenhando-se em seus resultados academicos, ou estava trabalhando dobrado em sua firma, buscando uma promoçao. Mas, se fosse verdade, porque nao falaria? Sempre falara tudo para ela. Eram amigos e nao tinham segredos, mae e filho. Dalila sentou-se no sofa, e tomou uma decisao. Iria seguir o filho na proxima vez que sai-se e descobriria o que fazia.
Chegara o final de semana, e a felicidade e a ansiedade de Dominic crescia a cada minuto. Era sabado de manha, e acordado sozinho em seu quarto, ainda na cama com as janelas fechadas, ele pensava no que aconteceria em tal dia. Algumas semanas antes, Dominic e Ana haviam combinado um passeio pela cidade, como faziam frequentemente, e uma surpresa surgira. Dominic, pela primeira vez na sua vida, apaixonara-se por uma mulher. Ana era simpatica, engraçada e bonita. A primeira vez que vira a moça, Dominic nao dera tal importancia a sua beleza, e demorou algum tempo ate perceber a beleza de seus sorrisos, a leveza de seu andar e o modo gentil e carinhoso como se dirigia a ele. Em casa, nao tirava Ana de seus pensamentos, e nao dormira direito, pensando como seria maravilhoso se fossem mais que simples amigos de escola. Entao, naquela hora, uma espada de esperança tranpassou seu coraçao, e ele decidira entao, que iria se declarar para a moça. Porem, temia e muito a perda de sua amizade, que fazia tao bem a ele, mas nao podia mais se enganar: queria aquela mulher, e decidiu transformar a grande amizade que tinham num amor ainda maior. Munido de tal certeza absoluta, Dominic decidira não perder tempo, e no proximo encontro faria o que seu coraçao estava querendo. Lentamente ele saiu da cama, se vestiu e desceu para a sala, onde a mae estava sentada no sofa olhando para a tv apagada. Dominic nem se lembrou que já havia visto o estranho comportamento da mae mais vezes. As vezes deitada olhando para o teto, ou segurando uma revista aberta, mas olhando para a parede.
- Bom dia – desejou ele. Ela respondeu desanimadamente, e Dominic passou por ela em direçao a cozinha. Ficou olhando mais tempo para a mae, e pensando pela primeira vez no comportamento dela. Tomou café da manha sozinho, e percebeu entao pela primeira vez que a mae não o esperava. “ Acho que esta na hora de ela encontrar um namorado. Talvez depois que Ana e eu estivermos juntos ela perceba, como eu tambem percebi.” Pensou Dominic, no instante que o telefone tocara. A mae atenteu, mas nem dissera duas palavras e já desligara. Levantou-se de seu sofa, e apanhaou uma bolsinha de coro em cima da mesa.
- Quem era? – Perguntou Dominic, quando ela passara por ele em direçao a porta.
- Tenho que dar uma saida – respondeu ela seca, sem olhar para o rapaz.
- Para onde? – mas a mae batera a porta em suas costas sem responder nada.
“ Vou conversar com ela amanha mesmo” pensou ele “ela vai perceber que esta precisando de um novo companheiro.” Afinal já se passara oito anos desde a morte de seu pai, e a mae ainda era bonita e jovem, e não podia continuar desse jeito. Na verdade, ela acabaria percebendo isso quando Ana for apresentada a ela. E Dominic levantou, tirou a louça da mesa e voltou seus pensamentos outra vez para o que seria feito naquele sabado.
O dia estava lindo. Era um sabado ensolarado e fresco, e havia muita gente no principal parque da cidade. Ali se encontravam Ana e Dominic, passeando lado a lado.
- ... e entao acho que a soluçao para ela seria arrumar um novo companheiro. – ia dizendo Dominic – vou dizer a ela sabe, e ver o que ela acha.
- Bom, voce não deixa de ter razao – Disse Ana, olhando reflexiva para o ceu. – Sabe, nunca contei para voce mas a mesma situaçao aconteceu com meu pai. Quando mamae morreu, ele começou a beber, fumar, e andar com pessoas estranhas. Ficou desempregado, e tava que ir morar de volta com meus avos...
Dominic olhou espantado para ela. Ana nunca falara nessa assunto antes, e olhava para o chao com visivel tristeza.
- Puxa eu sinto muito Ana. Não sabia disso.
- Sim, dificilmente conto para alguem. Mas um dia ele conheceu uma nova mulher, e tudo mudou. A principio não gostei dela, mas vi que ele estava apaixonado, e que assim poderia tomar jeito. Sabe, voltar a ser o homem que era. Entao comecei a dar força para que os dois ficassem juntos, e deu muito certo. – Ao que sua tristeza parecia ter diminuido, e olhava Dominic com um grande sorriso.
- A que bom. Fico realmente feliz por voce. – Disse Dominic, ainda encantado por ter recebido de Ana confiança para saber daquilo, que ela jamais contava a alguem. – Obrigado por contar isso a mim, Ana
- Tudo bem... – disse ela.
Nesse momento, haviam parado de andar, e Ana e Dominic estavam de frente um para o outro, seus olhos verdes encarando os azuis dele. Era a hora de falar.
Entao, com um salto do coraçao, Dominc percebera que ela pegara em sua mao, e entrelaçara seus dedos.
- Dominic... – começou ela – Tenho uma coisa para lhe falar... Eu acho que... que estou... – Ela olhou para o chao, entaum respirou e disse. – que estou apaixonada por voce!
Dominic não podia acreditar. Ficou parado, pregado no chao, sem sentir as pernas. Com o coraçao acelerado, ficou parado olhando para Ana de boca aberta. Era um sonho? Estava delirando? Não, não podia ser !Tinha de ser realidade! Era real! Sentia a mao delicada e tremula segurando a sua, e tambem suava de nervosismo, como a dele. Sim, era real, um sonho se tornando realidade. Via seus cabelos longos ondulando ao toque do vento da tarde, ouvia sua respiaçao acelerada como a sua, e sentia crescer o sentimento que começara a sentir dias antes, pois sua paixao, sua mulher, aquela que era o grande amor de sua vida dissera a ele tudo que queria ouvir e dizer, como acontecem nas almas gemeas quando finalmente se encontram. Sim, isso era amor!
Um grande sentimento se apoderou de Dominic. Ele se adiantou, e beijou-a intensamente. Abraçou-a, e o toque de seu corpo no dela o fizeram se sentir leve, como se fosse levitar, e seu coraçao explodir no peito. Dominic vivia nesse instante o momento mais feliz de sua vida.
Entao, sem ninguer saber de onde nem como, um tiro rossonante e alto cortou o ar, e atingiu Ana nas costas, e Dominic no peito. Os dois cairam no chao, e foi como o cair das aguas de uma cachoeira, o cair de uma folha seca do alto da arvore em que estava, ou o cair de um passaro já fraco demais para continuar voando exultante pelo ceu.
Dominic caira para tras, e Ana logo a sua frente, de rosto para o chao. O atordoamento veio, e deixou tonto, sua vista foi embaçando. Ouvia gritos de longe. Uma mulher gritava” EU SABIA! EU SABIA! ELE ME TROCOU! INGRATO! ELE ME TROCOU POR UMA VADIA QUALQUER! TROCOU O MEU AMOR E TUDO QUE TINHAMOS JUNTOS!”
Entaum os sentidos voltaram, e ele se esforçou para tentar se levantar, e ver Ana caida no chao, sangrando imovel. Olhou para frente e ali estava sua mae, parada, os cabelos revoltos, os olhos arregalados e vidrados. Segurava uma garrafa numa das maos, e um revolver na outra, parecendo ensandecida. Seus rosto vermelho e inchado, suado e lacrimoso, olhava-o com um profundo odio. Ao seu redor, as pessoas haviam corrido, com medo da arma, e apenas tres as pessoas permaneceram no local. Dominic olhou mais uma vez para o corpo de Ana. A dor da perda o invadiu, mais uma em sua vida. Começou a chorar, e olhou para a mae.
-POR QUE! PORQUE VOCE FEZ ISSO! – Berrava desesperado, tentando se arrastar. – EU A AMAVA! EU A AMAVA!
- ELA TIROU VOCE DE MIM! ELA DESTRUIU NOSSAS VIDAS!
- NÃAAAOO! – seu berro ecoou no parque agora vazio.- ELA ERA A MULHER DA MINHA VIDA. EU AMAVA ELA, E VOCE A TIROU DE MIM!
Ao ouvir isso, a mae pareceu ceder. Começou a chorar, vendo seu filho e sua futura nora, vendo o que destruira, sem pensar que ela poderia fazer parte de suas vidas tambem, e podiam ter se tornado uma grande familia. Jogou a arma no chao, e ela caiu perto do filho, que chorava desesperado. Em seguida, ajoelhou-se e a dor tomou conta dela entao.
Com um esforço tremendo, Dominic conseguiu se por de pe, com a crescente raiva se apoderando dele. Ajuntou a arma e apontou-a para a mae. Dalila ao ver isso, não manifestou reaçao, mas olhou-o com um suplica desesperada.
- Dominic meu filho, sei que não pode me perdoar. Voce sofreu muito nessa vida, e disso sei bem. Agora, em minha arrogancia e inveja, não percebi que finalmente voce estava tendo sua chance de ser feliz, e destrui aquilo que era a coisa mais importante na sua vida, e na vida de qualquer pessoa que exista. Nosso amor. Meu filho – sua voz tremia descontrolada, e seu rosto livido de suor e lagrimas tranparecia a dor que sentia. –Sinto muito!
Dominic tremia com a arma apontada para a Dalila. E nesse momento, toda sua vida passou-se diante dele, e ele se perguntou porque. Porque tudo tinha de ser assim? Porque, enquento uns tinham a felicidade jorrando ao redor, outros tinham de ser açoitados bravamente pelos chicotes da dor e da amargura? Estava cançado, farto de sua vida desgraçada! Nesse momento, disse sussurrando:
- Mae, voce sofreu muito junto comigo, e superou dificuldades grandes como eu. Mas nos somos pessoas que nascemos para sofrer, nascemos para viver superando situaçoes e mais situaçoes a cada dia. Eu amo voce, e tambem perdo-o, pois o que quer q tenha feito, acredito que tenha feito porque me ama. Agora – ele fez uma pausa – vou por de uma vez por todas um fim em tudo isso.
Puxou o gatilho. Depois baixou a arma e sentiu mais uma vez a dor. A ultima. Dando uma ultima olhada nas pessoas que mais amava na vida agora mortas no chao, puxou o gatilho uma segunda vez, e como um profundo corte que finalmente se fecha, depois de tanto tempo sangrando, terminou com sua vida.



{andre}

2 comentários:

  1. Cara, quanta crueldade!!!
    Um final feliz seria bem vindo... hehe

    Referente ao texto:
    O ponto alto deste conto foi a 'saída do habitual', com um final totalmente inusitado.

    Também conseguisse passar muito bem o sentimento de dor das personagens através das palavras.

    by {joão}

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  2. kkkkk
    cara nem fala!
    me deu tanta pena na hora de fazer o final q quase mudei a historia!
    mas...crueldade existe, tanto na real como na ficçao, nao podemos negar!
    mas talvez as proximas tenham um final feliz...talvez...

    {andre}

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