Ele realmente a amava. Porque, afinal, ela era mais importante que o ar, que o colorido do arco-íris, que a doce nota de uma bela música.
Mas ela não o amava.
E essa paixão impossível tomou conta do homem, e se tornou o seu mais profundo desejo, aquele que mais queremos em toda a vida. E ele foi em busca do seu grande amor.
A primeira tentativa foi num pacato dia normal, numa feira. Ela estava lá, com seus cabelos negros e compridos iluminando todo o lugar.
- Eu te amo! Disse simplesmente. - Te amo mais que tudo nesse mundo!
E era verdade. Suas palavras tinham convicção, tinham força, tinham amor.
Mas ela olhou-o de cima a baixo, e saiu sem nada dizer.
Uma única lágrima caiu pelo seu rosto, percorrendo sua pele bronzeada lentamente. E aquela sensação de que a garganta está seca, sufocada, tomou conta do homem.
Em casa escreveu dezenas de cartas relatando seu amor, sua necessidade em tê-la ao seu lado. Mas ela nunca respondeu sequer um recado.
A segunda vez que encontrou-a foi na igreja, na missa de domingo de manhã.
Lá estava ela, iluminando o lugar com seus cabelos negros e compridos, ocupando um único banco sozinha.
Sentou-se ao seu lado e não perdeu tempo para dizer o quanto a amava.
Ela, novamente levantou-se e nada disse.
E a dor, o desespero, o aperto na garganta mostraram para ele o que é sofrer por um amor.
Saiu da igreja correndo, sem saber onde realmente ia, porque isso não importava, nada importava. Só tinha um desejo.
Caminhou durante horas. O sol do meio-dia castigava suas costas. Estava cansado, fraco, e desmaiou ao lado de uma pedra que era parecida com um triângulo.
Estava numa linda praia, de areias brancas, altas palmeiras e águas verde-claro. O vento fresco aliviava o calor de seu corpo e, olhando ao longe, viu que sua grande paixão sorria pra ele. Correu o mais que pode, mas quando chegou próximo a ela o chão sumiu e caiu num abismo infinito. Se debatia no ar, mas de nada adiantava. Depois do que pareceu uma eternidade, caiu sentado em um banco branco de madeira, num campo verde em que não se via o fim.
A sua esquerda, um lago. A sua direita, uma e outra árvore. A sua frente, um velho jogava milho para pássaros, cantarolando sozinho.
"O sol sempre vai,
A brisa sempre vem,
Com tristeza ele sai,
Com alegria ela vem!
O dia é tão belo,
Mas não é de ninguém,
Não quero partir,
Mas não tenho ninguém!"
O homem observou o velho cantar por alguns minutos, quando se levantou e pediu onde estava.
- Oh, você está ai, meu caro! Sente-se, sente-se, vamos conversar!
Sem saber o que fazer, obedeceu, e ouvio o velho senhor.
- Adoro tratar os pássaros, são criaturas incríveis!
Ao examinar o jovem, reparou sua tristeza.
- O que lhe preoucupa?
Nesse mesmo instante, todas as perguntas sobre onde estava e quem era o velhinho desapareceram, e seu grande amor voltou a sua mente.
- Meu amor não me ama! - disse com a voz carregada.
O velho olhou com ternura, deu um tapinha no seu ombro e falou com um sorriso no rosto:
- Ah, o amor! Forte como o aço e potente como o trovão! - O velho ficou sério repentinamente. - É impossível controlá-lo. O único jeito para obtê-lo é conquistando o coração da pessoa amada.
Mas ela não o amava.
E essa paixão impossível tomou conta do homem, e se tornou o seu mais profundo desejo, aquele que mais queremos em toda a vida. E ele foi em busca do seu grande amor.
A primeira tentativa foi num pacato dia normal, numa feira. Ela estava lá, com seus cabelos negros e compridos iluminando todo o lugar.
- Eu te amo! Disse simplesmente. - Te amo mais que tudo nesse mundo!
E era verdade. Suas palavras tinham convicção, tinham força, tinham amor.
Mas ela olhou-o de cima a baixo, e saiu sem nada dizer.
Uma única lágrima caiu pelo seu rosto, percorrendo sua pele bronzeada lentamente. E aquela sensação de que a garganta está seca, sufocada, tomou conta do homem.
Em casa escreveu dezenas de cartas relatando seu amor, sua necessidade em tê-la ao seu lado. Mas ela nunca respondeu sequer um recado.
A segunda vez que encontrou-a foi na igreja, na missa de domingo de manhã.
Lá estava ela, iluminando o lugar com seus cabelos negros e compridos, ocupando um único banco sozinha.
Sentou-se ao seu lado e não perdeu tempo para dizer o quanto a amava.
Ela, novamente levantou-se e nada disse.
E a dor, o desespero, o aperto na garganta mostraram para ele o que é sofrer por um amor.
Saiu da igreja correndo, sem saber onde realmente ia, porque isso não importava, nada importava. Só tinha um desejo.
Caminhou durante horas. O sol do meio-dia castigava suas costas. Estava cansado, fraco, e desmaiou ao lado de uma pedra que era parecida com um triângulo.
Estava numa linda praia, de areias brancas, altas palmeiras e águas verde-claro. O vento fresco aliviava o calor de seu corpo e, olhando ao longe, viu que sua grande paixão sorria pra ele. Correu o mais que pode, mas quando chegou próximo a ela o chão sumiu e caiu num abismo infinito. Se debatia no ar, mas de nada adiantava. Depois do que pareceu uma eternidade, caiu sentado em um banco branco de madeira, num campo verde em que não se via o fim.
A sua esquerda, um lago. A sua direita, uma e outra árvore. A sua frente, um velho jogava milho para pássaros, cantarolando sozinho.
"O sol sempre vai,
A brisa sempre vem,
Com tristeza ele sai,
Com alegria ela vem!
O dia é tão belo,
Mas não é de ninguém,
Não quero partir,
Mas não tenho ninguém!"
O homem observou o velho cantar por alguns minutos, quando se levantou e pediu onde estava.
- Oh, você está ai, meu caro! Sente-se, sente-se, vamos conversar!
Sem saber o que fazer, obedeceu, e ouvio o velho senhor.
- Adoro tratar os pássaros, são criaturas incríveis!
Ao examinar o jovem, reparou sua tristeza.
- O que lhe preoucupa?
Nesse mesmo instante, todas as perguntas sobre onde estava e quem era o velhinho desapareceram, e seu grande amor voltou a sua mente.
- Meu amor não me ama! - disse com a voz carregada.
O velho olhou com ternura, deu um tapinha no seu ombro e falou com um sorriso no rosto:
- Ah, o amor! Forte como o aço e potente como o trovão! - O velho ficou sério repentinamente. - É impossível controlá-lo. O único jeito para obtê-lo é conquistando o coração da pessoa amada.
O jovem baixou a cabeça, e falou com a voz triste e lenta.
- Eu faria qualquer coisa para ter o amor dela! Qualquer coisa!
A brisa estava ficando cada vez mais forte, trazendo uma sensação gélida que era super agradável. Os pássaros continuavam cantando e saltitando pelo gramado sem fim.
- Você está disposto a qualquer sacrifício para ganhar o amor dela? - perguntou friamente o velho.
Não pensando duas vezes, encarou os olhos azuis que o fitavam.
- Qualquer coisa.
Num golpe ágil, o velinho levantou, cruzou um braço e o outro começou a mexer no queixo.
- Há muito tempo, uma jovem moça se apaixonou por um poderoso rei. Ela, uma proletariada, sabia que o amor seria impossível. Mas, dotada de um imenso poder, passou anos desenvolvendo um jeito de ter a companhia de seu amado. Conseguiu, então, criar um encantamento super discreto, que não levantaria suspeitas da sua intenção, e que faria com que o rei a amar eternamente.
O velho parou de andar, e encarou o jovem com interesse.
- Já ouviu falar na Maçã do Amor?
- Sim, claro!
- Foi inventada por Lady Isabelle, no século XII, que conseguiu o amor de seu homem. Hoje, não passa de uma lenda e é comercializada em todo lugar. Mas, é obvio, sem produzir seu verdade efeito.
Os olhos do jovem faiscaram de entusiasmo.
- Farei a Maçã do Amor!
- Para isso você precisará da fórmula! - disse o velho.
E de tanto chorar e implorar para o sábio homem, conseguiu um antigo pergaminho que continha escritas a mão com ingredientes nunca vistos pelo jovem.
Olhou o velho com extrema alegria, no mesmo instante em que tudo ficou claro e ele acordou deitado na trilha, ao lado da pedra que lembrava um triângulo.
Foi pra casa e começou a trabalhar. Seu primeiro desafio foi encontrar os misteriosos ingredientes. Procurou durante semanas, durante meses, e, por fim, durante anos.
Por fim os encontrou, mas ainda restava preparar a Maçã. Tentou durante semanas, durante meses, e, por fim, durante anos.
Enquanto isso ela se casou. Já na velhice, ficou viúva, e se encontraram pela terceira vez, numa trilha distânte, ao lado de uma pedra que lembrava um triângulo.
Lá conversaram durante um bom tempo e teve a oportunidade em presenteá-la com a uma fruta, a Maçã do Amor.
Será que daria certo? Será que a maçã faria com que ela se apaixonasse perdidamente por ele?
No instante em que ela deu a primeira mordida seus olhos brilharam, e o maior desejo da vida daquele homem se realizara: ela seria sua! Toda a alegria do mundo estava concentrada nele, o homem mais feliz da terra!
Ela reconheceu seu amor e juntos viveram. Mesmo velhinhos conseguiram desfrutar de uma intensa paixão.
Mas algo estava estranho. Passado alguns meses, parecia que ela não era tão simpática quanto ele esperava, nem tão inteligente, nem tão carinhosa. Em algumas semanas, tudo o que ele mais queria estava sob seus braços, mas não estava feliz.
Descobriu, então, quase no fim da vida, que ela não era o que ele esperava, e que não a amava mais.
Ela reconheceu seu amor e juntos viveram. Mesmo velhinhos conseguiram desfrutar de uma intensa paixão.
Mas algo estava estranho. Passado alguns meses, parecia que ela não era tão simpática quanto ele esperava, nem tão inteligente, nem tão carinhosa. Em algumas semanas, tudo o que ele mais queria estava sob seus braços, mas não estava feliz.
Descobriu, então, quase no fim da vida, que ela não era o que ele esperava, e que não a amava mais.
{joão}
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