sábado, 7 de março de 2009

08 de março: dia Internacional da Mulher

Há muito tempo, quando o tempo ainda nem era tempo, quatro mulheres governavam um modesto povoado.

Com seus corações puros tinham o amor de toda a aldeia, e juntos construíam a cada dia um lugar abundante, um lugar perfeito, que começou a despertar inveja de outros reis.

Um dia, um imperador tirano, com medo de perder seu poder sobre a região, mandou seu exército até a cidade e raptou as quatro mulheres.

E assim, cada uma foi levada para um canto do mundo, onde estão escondidas até hoje.

Em investigação recente foi descoberto o nome delas:

Amor, Respeito, Justiça e Esperança.

É claro que elas não existem fisicamente. Mas, se juntarmos essas quatro qualidades de toda mulher, com certeza seremos pessoas melhores, mais justas e caminharemos juntos na construção de um mundo melhor.

Parabéns, Mulher!

{joão}

quarta-feira, 4 de março de 2009

Aula cachão

Aula cachão (a noite toda uma mesma disciplina) é forçado.

Quando o professor não ajuda, então? Putz...

Esses dias tive uma aula dessas.

Professor que não pára de falar, sala vazia, multimídia no quadro e luz apagada.

Pronto, tá formado o cenário pra um baita cochilo.

No início, lá pelas 18h50, até faço algum esforço pra ficar acordado, mas a cada minuto as pálpebras ficam mais pesadas.

-O jornalismo teve sua origem no século....

Ahhh, aí é demais!

A primeira pescada é aquela que você levanta rápido a cabeça e olha pros lados pra ver se alguém te flagrou.

Beleza, tudo em ordem: uns escrevendo, outros lendo, alguns ouvindo MP3, e um ou outro olhando pro professsor.

Cruzo os braços, estico as pernas e logo o pensamento já tá longe.

O grande problema de pescar é que você nunca percebe quando desce, só quando já tá olhando pros lados na procura de uma testemunha.

Até que...

Na terceira pescada, lá pelas 19h15, o peixe puxou tão forte o anzol que (Meu Deus!) me derrubou da cadeira. Deslizei pro lado esquerdo e, no mesmo momento que ia caindo, meus reflexos acordavam e instintivamente meus pés subiram, dando o maior chuté na carteira, que voou longe.

Dois segundos de barulho. Um de silêncio. Uma noite toda de gozação.

Levantei mais vermelho que pimentão - até o professor riu da minha cara.

Bem, pelo menos não cochilei sequer mais um minuto durante a noite toda.

{joão}

terça-feira, 3 de março de 2009

Um carro, um meio fio

Nada melhor que sair do serviço às 17h30 e ir pra facul de carro. (Cá entre nós, ter que pegar busão é bucha)

Motor ligado, som bombando, vamuSembora!

Sair do estacionamento é moleza, afinal, o trânsito tá tranquilo.

Primeirinha, segundinha, e logo a quarta já tá na ativa. Com ela dá pra manter o percurso de ruas sinuosas e cheias de curvas do Bom Retiro.

Uns 800 metros a frente encontro um carro da Celesc parado bem no meio da pista e, trepado numa escada, um operário consertando fios.

Ligo a seta à esquerda, ultrapasso e continuo acelerando.

IOT. Casa das Belas Artes. Trevo.

No trevo onde tenho a preferência faço uma boa ação: paro o carro, dou sinal de luz alta e deixo tres carros cruzarem. Sorrizo no rosto. Som bombando. VamuSembora.

A primeira à direta já é a facul.

Pensei comigo: estaciono na rua ou no pátio?

Oras, na rua é mais mala!

18h00: bem em frente a cheia cantina da universidade freio e puxo a ré, pra fazer aquele típico estacionamento de Autoescola.

Unnrrrr

Bombo o acelerador e o motor trabalha. Foi então que tudo aconteceu.

Imaginem a cena: carro atravessado na rua, pneu traseiro barrado por um meio fio.

Unnrrrr

Bombo o acelerador novamente e nada.

Caralho.

Olho pra trás. Baita fila.

Olho pra cantina. Todo mundo rindo.

Baixo o som (num momento desses a última coisa que você pode querer é chamar MAIS atenção), engato a primeirinha e sigo a rua.

Afinal, o estacionamento fica a 100 metros.

Finalmente estaciono. Desligo tudo e espio pra ver se não tem algum engraçadinho querendo tirar onda com a minha cara.

Tudo tranquilo no grilo.

Pensei comigo: ninguém vai lembrar...

Carro estacionado, som desligado, vamuSembora.

{joão}