<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8002339903704389796</id><updated>2011-04-21T19:52:54.382-07:00</updated><title type='text'>Parceria de Letras</title><subtitle type='html'>Os dois dias mais importantes na vida de uma pessoa é quando ela nasce e quando descobre porque nasceu.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Parceiros de Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06594390710035251352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SWQ8oQkzRoI/AAAAAAAAAAk/XS9tL_SQrKY/S220/%7Bandr%C3%A9%7D+%7Bjo%C3%A3o%7D.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8002339903704389796.post-7390234373640751635</id><published>2009-05-01T08:21:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T08:36:47.194-07:00</updated><title type='text'>Amigos Eternos</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SfsWk8YhZMI/AAAAAAAAACg/R90wOeuGUYk/s1600-h/amigos1.jpg"&gt;&lt;img style="text-align: left;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 320px; height: 232px; " src="http://2.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SfsWk8YhZMI/AAAAAAAAACg/R90wOeuGUYk/s320/amigos1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330879407863194818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;- Quem são essas pessoas?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E responderemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Foram meus amigos, e foi com eles que eu vivi os melhores momentos da minha vida!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;{joão}&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8002339903704389796-7390234373640751635?l=parceriadeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/feeds/7390234373640751635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/05/amigos-eternos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/7390234373640751635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/7390234373640751635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/05/amigos-eternos.html' title='Amigos Eternos'/><author><name>Parceiros de Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06594390710035251352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SWQ8oQkzRoI/AAAAAAAAAAk/XS9tL_SQrKY/S220/%7Bandr%C3%A9%7D+%7Bjo%C3%A3o%7D.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SfsWk8YhZMI/AAAAAAAAACg/R90wOeuGUYk/s72-c/amigos1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8002339903704389796.post-2371187808312098381</id><published>2009-04-30T17:20:00.000-07:00</published><updated>2009-04-30T17:21:26.950-07:00</updated><title type='text'>Simples Assim</title><content type='html'>É simples assim;&lt;br /&gt;É querer mais, mais que tudo que se enxerga;&lt;br /&gt;É querer ver a imagem da outra pessoa estampada em cada camisa, exposta em cada moldura, desenhada em cada nuvem no céu;&lt;br /&gt;É ir mais alem, não necessariamente que outra pessoa já foi, mas de onde você nunca ousou;&lt;br /&gt;É sentir a outra pessoa dentro de si, sentir que respira seu ar, sentir o gosto de sua boca, sentir o suor de suas mãos;&lt;br /&gt;É olhar ao redor, e ver tudo que suas mãos sempre quiseram tocar ao seu alcance, e perceber que já não tem a mesma importância;&lt;br /&gt;É simples assim;&lt;br /&gt;É sentir que o caminho de sua vida é na verdade, fazer com que o caminho da outra pessoa seja seguro e tranqüilo, e junto dela atravessá-lo;&lt;br /&gt;É olhar para o mar, e conseguir vê-lo num pequeno e frágil copo de água;&lt;br /&gt;É olhar para o sol, e conseguir imaginá-lo num simples foco de luz;&lt;br /&gt;É olhar para o céu, e sentir que na verdade olha para uma pequena pintura na parede de casa;&lt;br /&gt;É simples assim;&lt;br /&gt;É estar junto e não perceber que o dia se tornou noite;&lt;br /&gt;É olhar para a outra pessoa e sentir que a vida vale à pena, e que todos os seus problemas estão extintos;&lt;br /&gt;É vê-la indo embora, e sentir que seus passos estão trazendo suas lágrimas para fora dos olhos;&lt;br /&gt;É simples assim;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É desejar a outra pessoa mais q tudo, mais que o seu próprio desejo de viver;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luiz Pereira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8002339903704389796-2371187808312098381?l=parceriadeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/feeds/2371187808312098381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/04/simples-assim.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/2371187808312098381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/2371187808312098381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/04/simples-assim.html' title='Simples Assim'/><author><name>Parceiros de Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06594390710035251352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SWQ8oQkzRoI/AAAAAAAAAAk/XS9tL_SQrKY/S220/%7Bandr%C3%A9%7D+%7Bjo%C3%A3o%7D.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8002339903704389796.post-2261744001884680100</id><published>2009-04-02T20:43:00.001-07:00</published><updated>2009-04-02T20:48:42.295-07:00</updated><title type='text'>Jeff, o rabugento</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;Todos odeiam Jeff. Qualquer pessoa que o conhece logo associa palavras negativas a sua personalidade. Afinal, ele não mede palavras, diz logo o que vem na cabeça.&lt;br /&gt;Num outro dia, na fila do mercado, uma senhora com seus sessenta e poucos anos esqueceu de pegar seus remédios, e teve que voltar para comprá-los.&lt;br /&gt;- O que?? Vou ter que esperar essa velha fedida?? Eu não!! Por que ela não morre de uma vez e pára de me encomodar! - dizia aos berros no mercado ao mesmo tempo que largava tudo e saia de mãos vazias. - Se fosse outro que tivesse na fila ela não teria esquecido! Só porque era comigo!&lt;br /&gt;Esse temperamento forte fazia com que Jeff tivesse poucos amigos. Não é à toa. Quem gostaria de ter um amigo desses?&lt;br /&gt;Mas um problema o preocupava: as coisas ruins só aconteciam com ele!&lt;br /&gt;- Só porque era comigo!! Se fosse com outro não aconteceria! - repetia sem parar.&lt;br /&gt;Então Jeff tomou uma decisão radical: fugir. E fugiu para longe. Fugiu para onde ninguém pudesse encontrá-lo.&lt;br /&gt;E na solidão foi onde sua loucura atingiu o auge, pois não conseguia ser agradável nem com ele mesmo!!&lt;br /&gt;Descobriu que não se amava.&lt;br /&gt;Isso levou algum tempo para ser compreendido. Por fim, após um breve tempo, Jeff voltou para sua cidade, mais calmo, mais sociável.&lt;br /&gt;Agora não xingava mais as pessoas, nem gritava, nem esperniava. Simplesmente ficava quieto. E as pessoas vagarosamente começaram a conversar com ele, se aproximar, fazer pequenas amizades.&lt;br /&gt;E Jeff se conformou. Não com seus problemas, afinal as coisas realmente nunca davam certo pra ele. Se conformou que independente de seus problemas precisava respeitar o próximo, pois podemos conviver com muitas dificuldades, mas não podemos viver sem nossos amigos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8002339903704389796-2261744001884680100?l=parceriadeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/feeds/2261744001884680100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/04/jeff-o-rabugento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/2261744001884680100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/2261744001884680100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/04/jeff-o-rabugento.html' title='Jeff, o rabugento'/><author><name>Parceiros de Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06594390710035251352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SWQ8oQkzRoI/AAAAAAAAAAk/XS9tL_SQrKY/S220/%7Bandr%C3%A9%7D+%7Bjo%C3%A3o%7D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8002339903704389796.post-2379312827739143467</id><published>2009-03-07T16:49:00.000-08:00</published><updated>2009-03-07T16:50:09.158-08:00</updated><title type='text'>08 de março: dia Internacional da Mulher</title><content type='html'>Há muito tempo, quando o tempo ainda nem era tempo, quatro mulheres governavam um modesto povoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com seus corações puros tinham o amor de toda a aldeia, e juntos construíam a cada dia um lugar abundante, um lugar perfeito, que começou a despertar inveja de outros reis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, um imperador tirano, com medo de perder seu poder sobre a região, mandou seu exército até a cidade e raptou as quatro mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, cada uma foi levada para um canto do mundo, onde estão escondidas até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em investigação recente foi descoberto o nome delas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor, Respeito, Justiça e Esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que elas não existem fisicamente. Mas, se juntarmos essas quatro qualidades de toda mulher, com certeza seremos pessoas melhores, mais justas e caminharemos juntos na construção de um mundo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns, Mulher!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{joão}&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8002339903704389796-2379312827739143467?l=parceriadeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/feeds/2379312827739143467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/03/08-de-marco-dia-internacional-da-mulher.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/2379312827739143467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/2379312827739143467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/03/08-de-marco-dia-internacional-da-mulher.html' title='08 de março: dia Internacional da Mulher'/><author><name>Parceiros de Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06594390710035251352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SWQ8oQkzRoI/AAAAAAAAAAk/XS9tL_SQrKY/S220/%7Bandr%C3%A9%7D+%7Bjo%C3%A3o%7D.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8002339903704389796.post-2718008249887421789</id><published>2009-03-04T13:24:00.000-08:00</published><updated>2009-03-07T09:45:35.394-08:00</updated><title type='text'>Aula cachão</title><content type='html'>Aula cachão (a noite toda uma mesma disciplina) é forçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o professor não ajuda, então? Putz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias tive uma aula dessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professor que não pára de falar, sala vazia, multimídia no quadro e luz apagada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, tá formado o cenário pra um baita cochilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, lá pelas 18h50, até faço algum esforço pra ficar acordado, mas a cada minuto as pálpebras ficam mais pesadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O jornalismo teve sua origem no século....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahhh, aí é demais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira &lt;em&gt;pescada &lt;/em&gt;é aquela que você levanta rápido a cabeça e olha pros lados pra ver se alguém te flagrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beleza, tudo em ordem: uns escrevendo, outros lendo, alguns ouvindo MP3, e um ou outro olhando pro professsor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruzo os braços, estico as pernas e logo o pensamento já tá longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema de pescar é que você nunca percebe quando desce, só quando já tá olhando pros lados na procura de uma testemunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na terceira pescada, lá pelas 19h15, o peixe puxou tão forte o anzol que (Meu Deus!) me derrubou da cadeira. Deslizei pro lado esquerdo e, no mesmo momento que ia caindo, meus reflexos acordavam e instintivamente meus pés subiram, dando o maior chuté na carteira, que voou longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois segundos de barulho. Um de silêncio. Uma noite toda de gozação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei mais vermelho que pimentão - até o professor riu da minha cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, pelo menos não cochilei sequer mais um minuto durante a noite toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{joão}&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8002339903704389796-2718008249887421789?l=parceriadeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/feeds/2718008249887421789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/03/aula-cachao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/2718008249887421789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/2718008249887421789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/03/aula-cachao.html' title='Aula cachão'/><author><name>Parceiros de Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06594390710035251352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SWQ8oQkzRoI/AAAAAAAAAAk/XS9tL_SQrKY/S220/%7Bandr%C3%A9%7D+%7Bjo%C3%A3o%7D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8002339903704389796.post-4431813172350128498</id><published>2009-03-03T13:43:00.000-08:00</published><updated>2009-03-07T10:14:16.218-08:00</updated><title type='text'>Um carro, um meio fio</title><content type='html'>Nada melhor que sair do serviço às 17h30 e ir pra facul de carro. (Cá entre nós, ter que pegar busão é bucha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motor ligado, som bombando, vamuSembora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sair do estacionamento é moleza, afinal, o trânsito tá tranquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeirinha, segundinha, e logo a quarta já tá na ativa. Com ela dá pra manter o percurso de ruas sinuosas e cheias de curvas do Bom Retiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns 800 metros a frente encontro um carro da Celesc parado bem no meio da pista e, trepado numa escada, um operário consertando fios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligo a seta à esquerda, ultrapasso e continuo acelerando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IOT. Casa das Belas Artes. Trevo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trevo onde tenho a preferência faço uma boa ação: paro o carro, dou sinal de luz alta e deixo tres carros cruzarem. Sorrizo no rosto. Som bombando. VamuSembora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira à direta já é a facul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei comigo: estaciono na rua ou no pátio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oras, na rua é mais mala!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18h00: bem em frente a cheia cantina da universidade freio e puxo a ré, pra fazer aquele típico estacionamento de Autoescola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unnrrrr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bombo o acelerador e o motor trabalha. Foi então que tudo aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem a cena: carro atravessado na rua, pneu traseiro barrado por um meio fio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unnrrrr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bombo o acelerador novamente e nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caralho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho pra trás. Baita fila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho pra cantina. Todo mundo rindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixo o som (num momento desses a última coisa que você pode querer é chamar MAIS atenção), engato a primeirinha e sigo a rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o estacionamento fica a 100 metros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente estaciono. Desligo tudo e espio pra ver se não tem algum engraçadinho querendo tirar onda com a minha cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo tranquilo no grilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei comigo: ninguém vai lembrar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carro estacionado, som desligado, vamuSembora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{joão}&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8002339903704389796-4431813172350128498?l=parceriadeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/feeds/4431813172350128498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/03/um-carro-um-meio-fio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/4431813172350128498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/4431813172350128498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/03/um-carro-um-meio-fio.html' title='Um carro, um meio fio'/><author><name>Parceiros de Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06594390710035251352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SWQ8oQkzRoI/AAAAAAAAAAk/XS9tL_SQrKY/S220/%7Bandr%C3%A9%7D+%7Bjo%C3%A3o%7D.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8002339903704389796.post-4001008970762488189</id><published>2009-02-08T12:42:00.000-08:00</published><updated>2009-02-08T13:07:39.982-08:00</updated><title type='text'>Impulsivo</title><content type='html'>Quantas vezes gostaríamos de fazer certas loucuras, mas não fazemos por não ser o "certo"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes deixamos de comer algo delicioso pra não engordar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes deixamos de falar com alguém simplesmente por orgulho, pra "não dar o braço a torçer"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos momentos mais felizes são aqueles em que algo além do permitido é feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez ouvi uma frase de um professor - este por sua vez aprendeu com um grande filósofo - o seguinte ensinamento, que levarei pra sempre comigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para se encontrar a felicidade é necessário uma dose de loucura"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa frase mágica nos ensina muitas coisas, principalmente que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema de resistir a uma tentação é que você pode não ter uma segunda chance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{joão}&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8002339903704389796-4001008970762488189?l=parceriadeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/feeds/4001008970762488189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/02/impulsivo.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/4001008970762488189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/4001008970762488189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/02/impulsivo.html' title='Impulsivo'/><author><name>Parceiros de Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06594390710035251352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SWQ8oQkzRoI/AAAAAAAAAAk/XS9tL_SQrKY/S220/%7Bandr%C3%A9%7D+%7Bjo%C3%A3o%7D.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8002339903704389796.post-7085900933848413986</id><published>2009-01-31T13:10:00.000-08:00</published><updated>2009-02-08T13:05:31.775-08:00</updated><title type='text'>Faça!</title><content type='html'>&lt;p&gt;Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não espere que a solução caia do céu. Foque o aqui, o agora, e pense como você pode buscar o que tanto desejas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E não enrole. Tenha ambição e sede de conquista.&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;{joão}&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8002339903704389796-7085900933848413986?l=parceriadeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/feeds/7085900933848413986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/01/quem-quer-fazer-alguma-coisa-encontra.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/7085900933848413986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/7085900933848413986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/01/quem-quer-fazer-alguma-coisa-encontra.html' title='Faça!'/><author><name>Parceiros de Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06594390710035251352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SWQ8oQkzRoI/AAAAAAAAAAk/XS9tL_SQrKY/S220/%7Bandr%C3%A9%7D+%7Bjo%C3%A3o%7D.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8002339903704389796.post-7696188423174746362</id><published>2009-01-22T13:05:00.000-08:00</published><updated>2009-01-22T13:08:09.022-08:00</updated><title type='text'>O caminho proibido</title><content type='html'>O desespero dos homens    (parte I)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O silencio daquela noite era quebrado apenas pelo andar atravancado e andrajoso da estranha figura de um homem baixo. Andava meio curvado, e mancava a cada passo, como se tivesse sofrido um grave ferimento na perna. No entanto, a cada passo que dava, aumentava a velocidade, como se estivesse ansioso para chegar logo em algum lugar. Seu rosto estava oculto no sombra da noite, e alem da cartola de cetim brilhante encarrapitada em sua cabeça, era visivel ainda a silhueta de um cachimbo pendurado em seus labios, de onde saia varias baforadas de fumaça densa e esverdeada. Suas longas botas de couro rangiam por sobre o chao da floresta, e o longo sobretudo preto de couro arrastava no chao levando folhas e gravetos por onde ele passava. As arvores nodosas iam ficando cada vez mais fechadas, dificultando a passagem do homem, mas mesmo assim ele nao abrandou o passo. Tinha uma agilidade incomum para se desviar das arvores que apareciam do nada em sua frente, parecendo fazer de proposito para impedilo de passar.&lt;br /&gt; Caminhou assim por mais de meia hora, e entao parou e ficou a escutar a propria respiraçao. De uns dos muitos bolsos de seu casaco, tirou um objeto redondo que emitia uma intensa luz azul, e se demorou a olha-lo. O objeto na verdade era um pesado relogio de ouro, com uma corrente tao grande que parte dela continuou dentro da roupa do homem.&lt;br /&gt; - Esta quase na hora - murmurou para si mesmo. Guardou o relogio no bolso, deu um longo e profundo suspiro e continuou sua caminhada. Dez minutos mais terde, o homem parou no meio da floresta novamente. Havia uma clareira logo adiante, e um vulto escurecido estava ajoelhado no chao. Ele contemplou pesaroso a cena, deu uma baforada no cachimbo e chegou perto do homem.&lt;br /&gt; - Boa noite, Eclésio. - disse ele calmamente, descançando as maos no bolso e tragando fortemente. tirou novamente o relogio do bolso e o consultou. - vejo que cheguei na hora. A quanto tempo esta aqui?&lt;br /&gt; O homem no chao nada respondeu. Arfava furiosamente, como se tivesse corrido por uma longa distancia. Longos cabelos negros empapados de sangue balançavam molemente de sua cabeça abaixada, e havia profundos cortes e ferimentos em seus braços e peito desnudos. O homem de cartola pareceu indiferente, e fungou seu cachimbo olhando distraidamente ao redor.&lt;br /&gt; - Vejo que nao conseguiu terminar a viagem. Vergonhoso. Voce prometeu a elas e nao cumpriu sua palavra. Voce - disse ele em tom superior. - nao é um homem honrado.&lt;br /&gt; O homem no chao continuou calado. Grossas lagrimas caiam de seus olhos, e ele tremia descontroladamente. O outro continuava a mostrar indiferença ao estado de Eclésio, e agia como se estivessem conversando  amigavelmente enquanto tomavam um drink. Passado algum tempo, o homem no chao ergueu a cabeça. Seu rosto cavernoso e encovado estava sujo de lama e sangue. Os um dos olhos estavam inchados, e havia arranhoes profundos. Seus labios estavam ensanguentados, e um filete de sangue escorria por ele. Com dificuldade, ele tentou falar.&lt;br /&gt; - Melvin... foram... eles...eles... - disse quase sussurrando. Perdera dois ou tres dentes.  Melvin ficou quieto. Eclesio apoiou as duas maos no chao e cuspiu uma golfada de sangue no capim baixo.  Tentou erguer a cabeça novamente, mas nao conseguiu, e se dirigiu a Melvin ainda de cabeça baixa. - Eles me atacaram... eram muitos, mais de dez... Melvim, voce disse, voce prometeu...&lt;br /&gt; -Eu nao posso impedi-los de vir, e voce sabe muito bem. - disse melvim, contemplando distraidamente um carvalho avantajado em sua frente. - Voce estava ciente disso Eclesio, quando aceitou a minha condiçao. Lembra o que eu disse a voce? Eu disse permitiria que voce tentasse trazer de volta sua mulher e suas filhas, em troca de um retorno, é claro. E disse tambem que a viajem era perigosa, e que o caminho era traiçoeiro, e que tudo que acontecesse ficaria por sua conta e risco.&lt;br /&gt; - Eu tenho de continuar... nao posso deixa-las...Melvin, por favor...&lt;br /&gt; Melvin, tirou no cachimbo da boca, virou e encarou Eclesio com um olhar de desprezo.&lt;br /&gt; - Voce esta morto, Eclesio. Nao consegue nem ficar em pe. Mas isso nao é ruim nao. Afinal de contas, voce finalmente ira se reencontrar com elas agora. - ele deu uma risada cavernosa, mostrando dentes amarelados e irregulares. - Tente entender. Nao a como superar a morte. Elas se foram, é assim que funciona. Voce deve deixa-las partir, é isso que deve fazer. Ninguem, até hoje ninguem conseguiu completar o caminho que voce tentou traçar, pois é o caminho que separa os dois mundos, o mundo da vida e o mundo da morte, e o unico meio de atravessa-lo, meu caro, é simplesmente - sua voz baixou até um sussurro - morrendo.&lt;br /&gt; - Melvin, seu...- o homem tentou engatinhar pela lama, mas seus braços cederam, e ele caiu de boca no chao lamacento, arfando mais do que nunca.&lt;br /&gt; Melvin contemplou a figura agonizante por um momento. Entao se aproximou, e tirou de dentro das vestes um pequeno cajado prateado e reluzente.&lt;br /&gt; -Adeus Eclesio - Disse ele. O cajado emitiu um intenso brilho acinzentado. De repente, Eclesio soltou um berro ediondo, enquanto do nada sua cabeça começou a girar por cima de seu pescoço, com ruido de trituraçao. Um segundo depois, sua voz silenciara, e seu corpo ja sem vida, ferido e sujo, descançou no chao lamacento da floresta.&lt;br /&gt; - Homens...- murmurou Melvin, enquanto guardava o cajado, que parara de brilhar, dentro das vestes. Por um momento apenas, ele contemplou o corpo caido, entao  puxou seu relogio brilhante de dentro do bolso, colocou o cachimbo novamente na boca e, dando longas baforadas esverdeadas, se embrenhou mais uma vez floresta a dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{andre}&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8002339903704389796-7696188423174746362?l=parceriadeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/feeds/7696188423174746362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/01/o-caminho-proibido.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/7696188423174746362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/7696188423174746362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/01/o-caminho-proibido.html' title='O caminho proibido'/><author><name>Parceiros de Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06594390710035251352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SWQ8oQkzRoI/AAAAAAAAAAk/XS9tL_SQrKY/S220/%7Bandr%C3%A9%7D+%7Bjo%C3%A3o%7D.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8002339903704389796.post-737341173108545026</id><published>2009-01-22T13:04:00.001-08:00</published><updated>2009-01-22T13:05:42.887-08:00</updated><title type='text'>A noite agreste</title><content type='html'>Aquela era uma tarde tão comum como qualquer outra na cidade de Blumenau. Mesmo estando na fria estação de novembro, uma pesada chuva de fim de tarde havia sobressaltado a cidade. No bairro do centro, principal bairro da cidade onde estavam as principais lojas e shoppings, havia uma grande circulação de pessoas, como era costume naquela hora da tarde. Assim que a água começou a cair com a força de um furacão, muitas das pessoas tinham se refugiado dentro de lojas, ou embaixo de tendas, devido ao fato de morarem longe, e necessitarem nada mais de três ônibus para chegarem em casa. Depois de duas horas de total aguaceiro, a chuva hesitou um pouco, e a grande maioria das pessoas partiu de volta para o aconchego de seus lares, deixando o centro com um ar isolado e abandonado.&lt;br /&gt;  Por volta das seis horas da noite, quando o sol já dava sinais de querer se recolher, a chuva voltou com o auxilio de trovoes e relâmpagos reluzentes e estrondosos, que davam a impressão de racharem o solo calçado com lajotinhas coloridas. Essas lajotinhas eram muito intrigantes, pois sua disposição parecia não fazer o maior sentido. Eram tortas, e suas cores eram aleatórias, embora aqui e ali se ouviam boatos de que seu desenho tinha os contornos dos mais importantes predios da cidade.&lt;br /&gt; Ao que as maiores parte das lojas e centros de lazer começaram a encerrar seu expediente, a chuva parou, e desta vez, definitivamente. As ruas estavam desertas, e a noite já havia caído completamente, mas entre a paisagem desolada da mais movimentada rua da cidade, um rapaz andava completamente sozinho, com um ar de completo desamparo. Tinha as mãos nos bolsos, com os polegares para fora, e andava de cabeça baixa, chutando plástico e embalagens de comida. Estava caminhando rumo a uma lanchonete na rua próxima, a que tinha certeza que permanecia aberta, mas ele não sabia o pq.&lt;br /&gt; Era um adolescente muito estranho e tinha um jeito insólito para alguém de sua idade.  Parecia perturbado e cheio de preocupações, o que era normal na conturbada faze da adolescência. Usava jeans com a bainha rasgada, e um casaco que aparentemente fora vermelho no dia de sua compra, mas que já começava a assumir um tom rosa. Seus cabelos eram despenteados e espessos, muito molhado por causa da chuva que apanhara pouco tempo atrás. Sem duvida estava nervoso, e parecia não saber muito bem o que estava fazendo. Contudo, tinha experiência em vagar sozinho pelos lugares mais incomuns durante a noite, de modo que uma noite no centro não o preocuparia.&lt;br /&gt; Ao virar a curva para a rua sete de setembro, onde ficava o mais importante shopping da cidade, viu que acertara a sua previsão: o bar estava aberto. Era um bar muito estreito, com uma maquina de refrigerantes na entrada, e duas mesas para lanche. Ele se sentou em uma delas e sacudiu a água dos cabelos. Somente depois de alguns minutos percebeu que o dono da lanchonete o observava, ao mesmo tempo em que secava copos com um pano feito de muitos remendos coloridos, e que tinha um olhar de censura para o rapaz. Ao perceber que o homem desaprovava sua mera presença na lanchonete, perguntou de forma muito direta para o garoto&lt;br /&gt; - Vai querer algo para comer, ou para beber?&lt;br /&gt; _ ...Aa...-vacilou o garoto, ainda sacudindo água dos cabelos, e molhando o chão. Entendeu q o dono do bar não esperava sua companhia, a não ser que ele fosse lhe render algum lucro, o que achou uma grande falta de solidariedade. Mas então percebeu que seu estomago pedia comida - Ha vou sim. Humm. Pode ser esta esfirra de queijo, por favor.&lt;br /&gt; -são dois e cinqüenta&lt;br /&gt; -a, pois não - ele catou algumas moedas que lhe tinham sobrado de troco e entregou ao homem, ao mesmo tempo em que este esquentava a esfirra num forno no canto do bar.&lt;br /&gt; -vou fechar o bar daqui a pouco, então faça o favor de comer em um tempo preferencialmente curto-disse o homem secamente por trás do balcão.&lt;br /&gt; - Ha sim pode deixar. - respondeu o garoto.&lt;br /&gt; Ao receber sua esfirra, fez seu lanche rápida e silenciosamente. O relógio encima do balcão lhe dizia que já se passava de nove horas da noite.&lt;br /&gt; - Você não parece ter mais de quinze  anos - falou o homem com um ar de desaprovação - me pergunto o que estaria fazendo um jovem como você nesse lugar nessas horas tardias.-&lt;br /&gt;O garoto achou que o homem estava sendo muito obtuso perguntando algo que não lhe importava nem um pouco, mas também se lembrou de que um jovem de dezessete anos, certamente com uma mãe preocupada o esperando em casa, vagando solitário pelas ruas desertas do centro por àquela hora seria realmente estranho.&lt;br /&gt; - E o senhor que deixa seu estabelecimento aberto ate essas horas com o constante perigo de que algum assaltante possa aparecer a qualquer momento - perguntou ele, mais querendo fugir da pergunta anterior.&lt;br /&gt; - A nunca sofri nenhum tipo de assalto, e tenho mais segurança do que qualquer outra lanchonete do centro.- disse ele em tom de indiferença - mas também porque tenho a certeza, a até hoje raramente me enganei, de que ha sempre alguém a procurar um lanche aberto, mesmo nas horas mais exóticas. - concluiu ele. O garoto não entendeu o que ele queria dizer com “mais segurança do que qualquer outra lanchonete do centro", e continuou a achar arriscado a idéia de ter um estabelecimento aberto há essa hora. Mas não se espantou, pois já sabia que justamente aquela lanchonete estaria aberta mesmo nas horas mais estranhas.&lt;br /&gt; - bom isso eu concordo, pois muitas pessoas que conheço já me disseram que esta lanchonete estaria aberta mesmo a noite, de modo que me dirigi premeditadamente para cá. - disse o garoto ao homem, no momento em que se levantava para tomar seu rumo. - Bom, vejo que o senhor esta muito ansioso para fechar seu bar, então vou me retirar. Boa noite&lt;br /&gt; - Boa noite - cumprimentou o homem, contornando o balcão e se dirigindo a porta - e já sabe: quando a noite cair, você já sabe onde pode ir. - ele deu uma piscadela cordial e indicou o garoto a rua. o garoto pegou sua mochila rota e suja e saiu fazendo um aceno com a cabeça. Apos dar alguns passos, ouviu um resmungo do homem do bar “marginal! Vai acabar se dando muito mal isso sim". O garoto meramente soltou uma risada e se dirigiu na mesma rota que usara para ir ate o bar.&lt;br /&gt; Havia algo muito anormal naquela noite no Centro, com suas muitas lojas e bares fechados. Apesar disso ser completamente normal, uma estranha sensação de medo tocou o peito do rapaz. Ele acelerou o passo, atravessando a rua e passando em frente de uma das mais freqüentadas lojas de roupas juvenis da cidade. Sentia-se cansado, devido ao fato de estar desde a manha fora e casa. Tinha saído do colégio, que ficava a pouca distancia de onde estava agora, e não fora ate em casa desde então. Mesmo assim não abrandou o passo.&lt;br /&gt; Nunca tinha sentido tal sensação, como se estivesse sendo perseguido, ou como estivesse perto de um feito tenebroso. Tinha que subir praticamente a rua XV inteira ate chegar ao seu ponto de ônibus. Inconscientemente, olhava para trás ha intervalos pequenos de tempo, e um filete de suor já escorria pelo seu rosto. Por um momento, enquanto passava adiante de uma grande farmácia, tranquilizou-se, lembrando a si mesmo de que já havia vagado sozinho por escuridões muito piores do que aquela e nunca nada lhe acontecera.&lt;br /&gt; Continuo a caminhar, com a idéia de que dificilmente lhe aconteceria algo de mal, quando um berro de arrepiar os cabelos cortou o silencio da noite ate então imaculado. Ele parou de andar abruptamente, e olhou desesperado para trás, seu coração batia a mil por hora. Pregado no chão devido ao susto, ele ouviu passos de pessoas que corriam desesperadas no outro lado da grande farmácia que havia passado a pouco. A farmácia ficava na esquina de uma transversal da rua XV, que dava para rua Beira Rio.&lt;br /&gt;  Ao que os passos foram se aproximando, um outro berro feriu outra vez o silencio noturno, e desta vez o rapaz distinguiu as palavras “eles têm uma arma!". O rapaz entrou em pânico, e recuou contra a tenda escura de uma das lojas, de modo a tornar-se invisível, com o coração acelerado e os olhos arregalados de desespero, afinal, havia uma arma de fogo no meio da historia, a qualquer momento um tiro cortaria o ar frio da noite e derramaria sangue de alguma pessoa.&lt;br /&gt; Então, de onde estava abaixado, ele pode ouvir, o tiro dissonante, e o grito de dor de uma das pessoas que corriam. Outras pessoas gritaram, e logo, de onde estava escondido, ele pode ver duas pessoas emergirem correndo da rua que ele acabara de deixar para trás, desesperadas. De repente, uma delas caiu no chão coberto de belas lajotas coloridas com um baque feio, e o rapaz notou um som seco, que deveria ser seu nariz se partindo sob o peso de seu corpo. A outra olhou para trás, mas quando pensou em ajudar, outro tiro soou, e atingiu-a na cabeça, fazendo ela voar para trás e cair de borco no chão sujo da rua XV. Com um esforço que pareceu desumano, a pessoa que caíra se levantara e saíra correndo na direção em que estava o rapaz, com a mão cobrindo o nariz desfigurado. Nesse momento, outras quatro figuras, cobertas de capuzes negros, emergiram da mesma rua logo atrás. Apontaram para a mulher que corria em direção ao rapaz escondido e puxaram o gatilho, atingindo-a na altura do estomago. Ela caiu com as pernas e braços abertos no chão, mas não estava morta. Rastejou-se um pouco, e já estava perto do rapaz que se encolhia aterrorizado contra o canto da parede, quando as quatro figuras pretas se aproximaram lentamente do ser agonizante que lutava por sua vida no chão imundo da cidade.&lt;br /&gt; - Bem - disse um deles, baixando o capuz, embora o rapaz não pode e nem quis distinguir seu rosto - Aqui esta uma cena de que certamente você nunca teria imaginado, não é Verônica? - Ele deu uma gargalhada cruel à medida que se aproximava sorrateira e vagarosamente ate a figura que se arrastava diante de seus pés. - Você, que em tantas ocasiões nos humilhou e nos fez passar pelas mais sórdidas e ridículas situações.&lt;br /&gt; Mas a moça parecia ter notado a presença do rapaz no canto escuro da parede, e ele ficou com medo de que ela acabasse o denunciando. Mas ela parecia não fazer isso, e tentou ficar em pe, mas caiu pesadamente no chão, soluçando e sangrando muito pelo nariz quebrado e pelo tiro que levara na barriga.O homem que havia falado antes, e que parecia ser o líder dos quatro, gargalhou novamente, levando as mãos ate a barriga e chegando logo acima da moça soluçante - VC - repetiu ele baixando o rosto numa expressão de cólera - e seus amigos medíocres e detestáveis, que abusaram da nossa pobreza e da nossa precariedade, se achando superiores apenas porque tem mais dinheiro...&lt;br /&gt; - VC ENTENDEU TD ERRADO SIMAO!!! - Gritou a mulher virando-se num esforço descomunal, ainda tentando inutilmente se levantar - você não sabe, você entendeu tudo errado! Por favor,...&lt;br /&gt; - EU SEI MUITO MAIS SOBRE VC E SEUS AMIGOS ORDINARIOS DO QUE VC PENSA!! - e ele correu e deu um pontapé no nariz já mutilado da mulher. Ela voou mais alguns metros, caindo agora muito perto de rapaz, embora os quatro homens de capuz não pareciam ter notado uma sexta presença no local. - E AGORA VC VAI PAGAR MUITO CARO POR TUDO QUE VC FEZ!- A mulher se mexeu no chão, mas caiu, em cima de uma poça formada por seu próprio sangue, espirrando o liquido vermelho no chão.&lt;br /&gt; Os quatros homens adiantaram-se para a mulher, e o rapaz presenciou de camarote naquele momento a cena mais terrível, mais cruel e mais sangrenta de sua vida, e olha que ele já havia visto muitas coisas com seus meros quinze  anos. O líder do bando pisou com força na mão direita da mulher, emitindo um ruído de osso se partindo, e a mulher soltou um terrível gemido de agonia, com sua boca babando em cima de  uma poça de sangue e de  lagrimas de dor -  Os outros quatro homens também vieram e eles começara a comprimir cada centímetro do corpo da mulher contra as lajotas duras e ásperas. O garoto tapou a boca, e as lagrimas começaram a escorrer de seus olhos desesperados. A cada pisada, a mulher soltava uma exclamação sufocada da insuportável sensação de estar sendo quebrada aos pouquinhos, parte por parte de seu corpo, e esse gemido foi ficando mais fraco a cada pisada, até que desapareceu completamente. Os homens deram distancia, e ela ficou tremendo e arquejando descontroladamente no chão, completamente desfigurada.&lt;br /&gt; Um dos homens apontou a arma para a cabeça dela com um sorriso cruel, mas o líder abaixou a arma e fez sinal para que ele observasse. A mulher parara de tremer, e sua respiração começou a enfraquecer. Ate que num último gesto, ela ergueu o braço rasgado e mutilado, sacudiu-o uma vez em direção ao rapaz e deixou-o cair de novo, no que sua respiração desapareceu por completo, e apenas restou seu corpo mutilado sem vida, um símbolo da crueldade e da violência.&lt;br /&gt; Aparentemente, ela tentara fazer sinal em direção ao rapaz, que agora sentia muitas lagrimas arderem no seu rosto, e seu coração mais disparado do que nunca. Mas nenhum dos homens compreendera o que o gesto significara, e deram as costas, silenciosos. O rapaz não conseguia pensar direito, e a única coisa que desejava nesse momento era sair dali o mais rápido possível.&lt;br /&gt; Na pressa, ele se levantou apoiado no muro, e virou-se. Os homens ainda estavam muito perto, mas ele tinha a certeza interior de que não o escutariam, não podiam escuta-lo de jeito nenhum...Virou-se e começou a correr. Mas ao sair apressadamente, ele acabara esquecendo sua mochila jogada no chão, seus pés encontraram uma de suas alças, fazendo o rapaz cair com um baque sonoro no chão repleto de papeis e sujeira, e sentiu seu dente partir, e o gosto de sangue em sua boca.&lt;br /&gt; - O que? - esbravejou o líder, virando-se abruptamente. Viu o rapaz que tentava correr desajeitado e riu. - olhem pessoal, tínhamos um convidado a mais presenciando a cena. - ele puxou sua pistola do bolso da capa, e apontou para o rapaz - ruim pra ele, não e mesmo?&lt;br /&gt; Ao som do disparo do revolver, o quarto corpo sem vida rolou pelo chão, fazendo mais sangue escorrer da carne perfurada, no chão ta caprichosamente montado com lajotinhas coloridas, naquela simples noite fria, desolada e agreste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{andre}&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8002339903704389796-737341173108545026?l=parceriadeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/feeds/737341173108545026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/01/noite-agreste_22.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/737341173108545026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/737341173108545026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/01/noite-agreste_22.html' title='A noite agreste'/><author><name>Parceiros de Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06594390710035251352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SWQ8oQkzRoI/AAAAAAAAAAk/XS9tL_SQrKY/S220/%7Bandr%C3%A9%7D+%7Bjo%C3%A3o%7D.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8002339903704389796.post-4831770129848479983</id><published>2009-01-22T13:01:00.000-08:00</published><updated>2009-01-22T13:04:27.317-08:00</updated><title type='text'>Mãe e filho</title><content type='html'>Dominic estava trancado em seu quarto, e chorava pesaroso, soluçando com seu rosto enfiado no travesseiro, fungando profundamente. Não suportava a dor que sentia dentro de si, uma dor intensa, terrível e insuperável para seus míseros oito anos de vida. Lentamente, ele se virou, olhou para o teto e escutou o chiasso da fina chuva que caia na janela, tentando nao pensar em nada, nao sentir nada, nao lembrar de nada. No entanto, as lembranças de seu unico avo piscavam em sua mente como fogos de artificios, fazendo aumentar a imensa saudade que sentia, e que fazia suas lagrimas rolarem pelo seu rosto e cairem no trevesseiro. Alecio havia sido uma pessoa muito importante na vida de Dominic, e de seus pais. Pai de sua mae Dalila, era o unico avo vivo de Dominic, ja que seu outro avo, pai de seu pai, havia falecido muito tempo antes de Dominic nascer. Alecio havia ajudado mto na criaçao do menino, enquanto o pai trabalhava dia e noite para se tornar um grande politico, e enquanto sua mae fazia plantoes e mais plantoes no hospital da cidade, onde era uma importante enfermeira. Alecio contava as mais variadas historias para Dominic. Os dois passeavam juntos, jogavam cartas, iam em lagoas pescar, em parques de diversao, e muitas outras coisas que geralmente sao responsabilidade dos pais. Passavam realmente muito tempo juntos, e criaram um grande e forte laço amoroso, um laço que nada nem ninguem poderia romper. Apenas a morte. Alecio tinha grandes problemas com bebidas alcolicas, e cada vez ficava mais descontrolado. Certo dia, exagerou extremamente no consumo de whiske, e seu corpo velho e ja comprometido por outras bebedeiras nao aguentou mais, e Alecio sofreu uma cirrose que o levou a morte.&lt;br /&gt; Ainda contemplando o teto salmao de seu grande quarto, Dominic escutou batidas na porta, e sua mae Dalila entrou com uma xicara de chocolate quente na mao.&lt;br /&gt; - Como voce esta, meu filho? - Perguntou ela.&lt;br /&gt; - Bem. - respondeu Dminic, branmdamente. A mae contornou a cama, e pousou a xicara fumegante no bida ao lado. Em seguida sentou delicadamente na cama e olhou para o filho.&lt;br /&gt; - Dominic - Disse ela, segurando sua pequena mao e olhando-o com um olhar triste.Parecia muito abalada - Olhe, nos precisamos ser fortes. Sei esta sendo dificil para voce,  para mim e seu pai tambem esta. O vovo era muito proximo a nos, nosso unico familar. Eu o amava demais, era sua unica filha... - ela parou de falar, e as lagrimas rolaram de seu rosto jovem, e ela o escondeu nas maos e começou a chorar. Dominic levantou e a abraçou, sentindo seus soluços violentos. Permaneceram assim uns minutos, entaum Dominic falou:&lt;br /&gt; - Eu nao queria que o vovo tivesse morrido mamae, mas ele se foi. vou sentir saudade dos passeios e das historias, e vou pensar muito nele. - O menino afagou os cabelos de sua mae, enquanto ela recuperava lentamente o controle. - Mas acho tambem que ele nao iria querer nos ver assim tristes, chorando. Ele iria querer nos ver felizes. - A mae se levantou ainda fungando, e deu um sorriso choroso para o filho.&lt;br /&gt; - Sim, meu filho, voce tem razao. - E acaricio os cabelos do menino - Tome seu chocolate que ainda esta quente. Logo chamo voce para jantar. - ela virou as costas e saiu do quarto a passos arrastados, fechando a porta com delicadeza.&lt;br /&gt; Dominic achava que jamais iria superar a morte de seu avo, mas conseguiu vencer seu sofrimento com o passar do tempo. Ele, seu pai e sua mae viviam sozinhos, tinham poucos amigos, e moravam muito longe de seus parentes, que tambem eram poucos. Seu pai tinha apenas uma irma. sua unica tia, que tinha um filho, Jonas. Jonas tinha 10 anos, e nos poucos encontros de familia que haviam ocorrido durante a vida de dominic, os dois garotos haviam se dado muito bem. Porem ja naum se viam a muito tempo, e dominic foi crescendo e se tornando um garoto cada vez mais solitario.&lt;br /&gt; Aos doze anos, dominic sofreu outra perda. Seu pai sofrera um acidente violento de carro enquanto viajava para outro cidade resolver assuntos de trabalho. Os medicos disseram que ele morrera na hora, e dominic e sua mae ficaram sozinhos.&lt;br /&gt; Apesar do grande choque, dominic nao sofrera tanto pela morte do pai como pela morte do avo, seja por ja ter experimentado a dolorosa experiencia uma vez, seja por nao ter sido tao apegado ao pái quanto fora com o avo. As duas perdas de dominic fizeram-no amadurecer muito, e sua personalidade se tornou seria e seu comportamento precosse. Aos 15 anos, dominic começou a trabalhar numa pequena empresa de embalagens, onde se destacava dos demais funcionarios, e na escola era o primeiro da classe. Porem, a solidao que sentia crescia cada dia mais, pois os outros estudantes nao gostavam dele por ser cdf demais, e seus colegas de trabalho nao o convidavam nunca para sair, pois dominic crescia na empresa mais rapidamente que os demais. Com o tempo, dominic parou de se preocupar com isso, e se apegou muito a unica pessoa que lhe restara. Sua mae Dalila. A mae parara de trabalhar na enfermaria, e passou a cuidar da casa, sustentando-se com a alta renda que recebia de indenizaçao pela morte de seu marido. Assim como Dominic, Dalila havia sofrido muito com a morte de Alecio e de seu marido, e mae e filho haviam sofrido e superado juntos as duas perdas. Agora moravam sozinhos, sem outros amigos e parentes. Com o tempo, estabeleceram entre si uma vida de crescente afeiçao, onde mae e filho eram os melhorer amigos um do outro. E assim foram levando suas vidas.&lt;br /&gt; Até que o destino se encarregou de mudar tudo.&lt;br /&gt; Aos vinte anos, Dominic ja cursava sua faculdade de direito. Certo dia, na sala da faculdade, enquanto justificava complexos itens do codigo penal, o professor anunciou que uma nova aluna chegara na sala. Dominic nao se interessou, e nao olhou direto para a nova aluna como a maioria de seus colegas. Apenas ergueu os olhos de seu livro quando percebeu que a jovem se sentara em uma cadeira vazia ao seu lado.&lt;br /&gt; O professor pediu que os alunos retomassem as tarefas, e Dominic voltou-se outra vez a decifrar o ultimo paragrafo.&lt;br /&gt; - Dominic - sem perceber, o professor chegara ao lado de Dominic - vou pedir-lhe para sentar-se com ela hoje -  e indicava a aluna nova ao seu lado - pois ela ainda nao possui livro, e voces podem me entregar o trabalho conjuntamente. Tudo bem por voce? Dominic olhou para a moça que o observava silenciosa e respondeu:&lt;br /&gt; - Claro, sem problema. - e entaum ela puxou sua cadeira e sentou-se ao seu lado.&lt;br /&gt; - Sou Ana - disse, com um sorrisinho - qual seu nome?&lt;br /&gt; - Dominic - respondeu ele, sem tirar os olhos do livro.&lt;br /&gt; - hum - permaneceram silenciosos por uns minutos, e ela observava dominic ler os codigos e escrever respostas inteligentes e esclarescedoras.&lt;br /&gt; - Nossa voce é realmente bom - disse ela admirada com as sombrancelhas erguidas.&lt;br /&gt; - obrigado -  agradeceu ele&lt;br /&gt; - Eu nao conseguiria decifrar com tanta rapidez que nem voce.&lt;br /&gt; - Bom na verdade nao tem nenhum segredo -  disse Dominic modestamente, e começou a explicar tudo para a moça.&lt;br /&gt;  Apartir daquele dia, depois de muito tempo, Dominic fizera entaum uma nova amizada. Ana era simpatica, e continuou a sentar-se ao lado de Dominic. Assim como ele, Ana nao era muito enturmada com os outros, e parecia gostar imensamente da companhia de Dominic.&lt;br /&gt; Depois de muito tempo, começaram a sair juntos para cinemas, lanchonetas e outros lugares, e Dominic achava que tudo estava indo muito bem na sua vida. No entanto, enquanto a felicidade de Dominic crescia cada dia mais, outra pessoa parecia estar sofrendo muito com a repentina mudança. Dalila acostumara-se com seu filho em casa, e nao entendia o que estava acontecendo. Cada dia mais, e com mais frequencia, Dominic saia de casa, e nao dava satisfaçao sobre o que estava fazendo. Parecia estar cego, hipnotizado por alguma coisa. Ou por alguem. Tal pensamento ocorrera por acaso a Dalila, certo dia enquanto aguardava sozinha a volta do filho. Andava pela casa, entristecida, os olhos vermelhos, pensando. Nao podia ser. Com certeza Dominic chegara em algum ponto importante de seus estudos, no qual precisava dedicar grande parte de seu tempo empenhando-se em seus resultados academicos, ou estava trabalhando dobrado em sua firma, buscando uma promoçao. Mas, se fosse verdade, porque nao falaria? Sempre falara tudo para ela. Eram amigos e nao tinham segredos, mae e filho. Dalila sentou-se no sofa, e tomou uma decisao. Iria seguir o filho na proxima vez que sai-se e descobriria o que fazia.&lt;br /&gt; Chegara o final de semana, e a felicidade e a ansiedade de Dominic crescia a cada minuto. Era sabado de manha, e acordado sozinho em seu quarto, ainda na cama com as janelas fechadas, ele pensava no que aconteceria em tal dia. Algumas semanas antes, Dominic e Ana haviam combinado um passeio pela cidade, como faziam frequentemente, e uma surpresa surgira. Dominic, pela primeira vez na sua vida, apaixonara-se por uma mulher. Ana era simpatica, engraçada e bonita. A primeira vez que vira a moça, Dominic nao dera tal importancia a sua beleza, e demorou algum tempo ate perceber a beleza de seus sorrisos, a leveza de seu andar e o modo gentil e carinhoso como se dirigia a ele. Em casa, nao tirava Ana de seus pensamentos, e nao dormira direito, pensando como seria maravilhoso se fossem mais que simples amigos de escola. Entao, naquela hora, uma espada de esperança tranpassou seu coraçao, e ele decidira entao, que iria se declarar para a moça. Porem, temia e muito a perda de sua amizade, que fazia tao bem a ele, mas nao podia mais se enganar: queria aquela mulher, e decidiu transformar a grande amizade que tinham num amor ainda maior. Munido de tal certeza absoluta, Dominic decidira não perder tempo, e no proximo encontro faria o que seu coraçao estava querendo. Lentamente ele saiu da cama, se vestiu e desceu para a sala, onde a mae estava sentada no sofa olhando para a tv apagada. Dominic nem se lembrou que já havia visto o estranho comportamento da mae mais vezes. As vezes deitada olhando para o teto, ou segurando uma revista aberta, mas olhando para a parede.&lt;br /&gt; - Bom dia – desejou ele. Ela respondeu desanimadamente, e Dominic passou por ela em direçao a cozinha. Ficou olhando mais tempo para a mae, e pensando pela primeira vez no comportamento dela. Tomou café da manha sozinho, e percebeu entao pela primeira vez que a mae não o esperava. “ Acho que esta na hora de ela encontrar um namorado. Talvez depois que Ana e eu estivermos juntos ela perceba, como eu tambem percebi.” Pensou Dominic, no instante que o telefone tocara. A mae atenteu, mas nem dissera duas palavras e já desligara. Levantou-se de seu sofa, e apanhaou uma bolsinha de coro em cima da mesa.&lt;br /&gt; - Quem era? – Perguntou Dominic, quando ela passara por ele em direçao a porta.&lt;br /&gt; - Tenho que dar uma saida – respondeu ela seca, sem olhar para o rapaz.&lt;br /&gt; - Para onde? – mas a mae batera a porta em suas costas sem responder nada.&lt;br /&gt;“ Vou conversar com ela amanha mesmo” pensou ele “ela vai perceber que esta precisando de um novo companheiro.” Afinal já se passara oito anos desde a morte de seu pai, e a mae ainda era bonita e jovem, e não podia continuar desse jeito. Na verdade, ela acabaria percebendo isso quando Ana for apresentada a ela. E Dominic levantou, tirou a louça da mesa e voltou seus pensamentos outra vez para o que seria feito naquele sabado.&lt;br /&gt; O dia estava lindo. Era um sabado ensolarado e fresco, e havia muita gente no principal parque da cidade. Ali se encontravam Ana e Dominic, passeando lado a lado.&lt;br /&gt; - ... e entao acho que a soluçao para ela seria arrumar um novo companheiro. – ia dizendo Dominic – vou dizer a ela sabe, e ver o que ela acha.&lt;br /&gt; - Bom, voce não deixa de ter razao – Disse Ana, olhando reflexiva para o ceu. – Sabe, nunca contei para voce mas a mesma situaçao aconteceu com meu pai. Quando mamae morreu, ele começou a beber, fumar, e andar com pessoas estranhas. Ficou desempregado, e tava que ir morar de volta com meus avos...&lt;br /&gt; Dominic olhou espantado para ela. Ana nunca falara nessa assunto antes, e olhava para o chao com visivel tristeza.&lt;br /&gt; - Puxa eu sinto muito Ana. Não sabia disso.&lt;br /&gt; - Sim, dificilmente conto para alguem. Mas um dia ele conheceu uma nova mulher, e tudo mudou. A principio não gostei dela, mas vi que ele estava apaixonado, e que assim poderia tomar jeito. Sabe, voltar a ser o homem que era. Entao comecei a dar força para que os dois ficassem juntos, e deu muito certo. – Ao que sua tristeza parecia ter diminuido, e olhava Dominic com um grande sorriso.&lt;br /&gt; - A que bom. Fico realmente feliz por voce. – Disse Dominic, ainda encantado por ter recebido de Ana confiança para saber daquilo, que ela jamais contava a alguem. – Obrigado por contar isso a mim, Ana&lt;br /&gt; - Tudo bem... – disse ela.&lt;br /&gt; Nesse momento, haviam parado de andar, e Ana e Dominic estavam de frente um para o outro, seus olhos verdes encarando os azuis dele. Era a hora de falar.&lt;br /&gt; Entao, com um salto do coraçao, Dominc percebera que ela pegara em sua mao, e entrelaçara seus dedos.&lt;br /&gt; - Dominic... – começou ela – Tenho uma coisa para lhe falar... Eu acho que... que estou... – Ela olhou para o chao, entaum respirou e disse. – que estou apaixonada por voce!&lt;br /&gt; Dominic não podia acreditar. Ficou parado, pregado no chao, sem sentir as pernas. Com o coraçao acelerado, ficou parado olhando para Ana de boca aberta. Era um sonho? Estava delirando? Não, não podia ser !Tinha de ser realidade! Era real! Sentia a mao delicada e tremula segurando a sua, e tambem suava de nervosismo, como a dele. Sim, era real, um sonho se tornando realidade. Via seus cabelos longos ondulando ao toque do vento da tarde, ouvia sua respiaçao acelerada como a sua, e sentia crescer o sentimento que começara a sentir dias antes, pois sua paixao, sua mulher, aquela que era o grande amor de sua vida dissera a ele tudo que queria ouvir e dizer, como acontecem nas almas gemeas quando finalmente se encontram. Sim, isso era amor!&lt;br /&gt; Um grande sentimento se apoderou de Dominic. Ele se adiantou, e beijou-a intensamente. Abraçou-a, e o toque de seu corpo no dela o fizeram se sentir leve, como se fosse levitar, e seu coraçao explodir no peito. Dominic vivia nesse instante o momento mais feliz de sua vida.&lt;br /&gt; Entao, sem ninguer saber de onde nem como, um tiro rossonante e alto cortou o ar, e atingiu Ana nas costas, e Dominic no peito. Os dois cairam no chao, e foi como o cair das aguas de uma cachoeira, o cair de uma folha seca do alto da arvore em que estava, ou o cair de um passaro já fraco demais para continuar voando exultante pelo ceu.&lt;br /&gt; Dominic caira para tras, e Ana logo a sua frente, de rosto para o chao. O atordoamento veio, e deixou tonto, sua vista foi embaçando. Ouvia gritos de longe. Uma mulher gritava” EU SABIA! EU SABIA! ELE ME TROCOU! INGRATO! ELE ME TROCOU POR UMA VADIA QUALQUER! TROCOU O MEU AMOR E TUDO QUE TINHAMOS JUNTOS!”&lt;br /&gt; Entaum os sentidos voltaram, e ele se esforçou para tentar se levantar, e ver Ana caida no chao, sangrando imovel. Olhou para frente e ali estava sua mae, parada, os cabelos revoltos, os olhos arregalados e vidrados. Segurava uma garrafa numa das maos, e um revolver na outra, parecendo ensandecida. Seus rosto vermelho e inchado, suado e lacrimoso, olhava-o com um profundo odio. Ao seu redor, as pessoas haviam corrido, com medo da arma, e apenas tres as pessoas permaneceram no local. Dominic olhou mais uma vez para o corpo de Ana. A dor da perda o invadiu, mais uma em sua vida. Começou a chorar, e olhou para a mae.&lt;br /&gt; -POR QUE! PORQUE VOCE FEZ ISSO! – Berrava desesperado, tentando se arrastar. – EU A AMAVA! EU A AMAVA!&lt;br /&gt; - ELA TIROU VOCE DE MIM! ELA DESTRUIU NOSSAS VIDAS!&lt;br /&gt; - NÃAAAOO! – seu berro ecoou no parque agora vazio.- ELA ERA A MULHER DA MINHA VIDA. EU AMAVA ELA, E VOCE A TIROU DE MIM!&lt;br /&gt; Ao ouvir isso, a mae pareceu ceder. Começou a chorar, vendo seu filho e sua futura nora, vendo o que destruira, sem pensar que ela poderia fazer parte de suas vidas tambem, e podiam ter se tornado uma grande familia. Jogou a arma no chao, e ela caiu perto do filho, que chorava desesperado. Em seguida, ajoelhou-se e a dor tomou conta dela entao.&lt;br /&gt; Com um esforço tremendo, Dominic conseguiu se por de pe, com a crescente raiva se apoderando dele. Ajuntou a arma e apontou-a para a mae. Dalila ao ver isso, não manifestou reaçao, mas olhou-o com um suplica desesperada.&lt;br /&gt; - Dominic meu filho, sei que não pode me perdoar. Voce sofreu muito nessa vida, e disso sei bem. Agora, em minha arrogancia e inveja, não percebi que finalmente voce estava tendo sua chance de ser feliz, e destrui aquilo que era a coisa mais importante na sua vida, e na vida de qualquer pessoa que exista. Nosso amor.  Meu filho – sua voz tremia descontrolada, e seu rosto livido de suor e lagrimas tranparecia a dor que sentia. –Sinto muito!&lt;br /&gt; Dominic tremia com a arma apontada para a Dalila. E nesse momento, toda sua vida passou-se diante dele, e ele se perguntou porque. Porque tudo tinha de ser assim? Porque, enquento uns tinham a felicidade jorrando ao redor, outros tinham de ser açoitados bravamente pelos chicotes da dor e da amargura? Estava cançado, farto de sua vida desgraçada! Nesse momento, disse sussurrando:&lt;br /&gt; - Mae, voce sofreu muito junto comigo, e superou dificuldades grandes como eu. Mas nos somos pessoas que nascemos para sofrer, nascemos para viver superando situaçoes e mais situaçoes a cada dia. Eu amo voce, e tambem perdo-o, pois o que quer q tenha feito, acredito que tenha feito porque me ama. Agora – ele fez uma pausa – vou por de uma vez por todas um fim em tudo isso.&lt;br /&gt; Puxou o gatilho. Depois baixou a arma e sentiu mais uma vez a dor. A ultima. Dando uma ultima olhada nas pessoas que mais amava na vida agora mortas no chao, puxou o gatilho uma segunda vez, e como um profundo corte que finalmente se fecha, depois de tanto tempo sangrando, terminou com sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; {andre}&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8002339903704389796-4831770129848479983?l=parceriadeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/feeds/4831770129848479983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/01/me-e-filho.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/4831770129848479983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/4831770129848479983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/01/me-e-filho.html' title='Mãe e filho'/><author><name>Parceiros de Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06594390710035251352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SWQ8oQkzRoI/AAAAAAAAAAk/XS9tL_SQrKY/S220/%7Bandr%C3%A9%7D+%7Bjo%C3%A3o%7D.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8002339903704389796.post-5634202040585684679</id><published>2009-01-09T19:53:00.000-08:00</published><updated>2009-01-09T20:29:36.749-08:00</updated><title type='text'>Gaudêncio é negociado</title><content type='html'>Eder, dono da Boate Azul, localizada na BR 470 na cidade de Indaial, andava muito desanimado com os negócios. Afinal, cada vez menos clientes procuravam suas mulheres. Mas Eder era um homem esperto, e viu a necessidade de contratar uma estrela para a sua zona, ou como estão chamando atualmente, casa de massagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contratou, então, a Mulher Samambaia. Por mais que ela não aceitava fazer programas, foi a sensação local. Muitos machos apareceram babando para ver de pertinho a musa dançar e se esfregar no longo ferro localizado bem no meio do palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante dois meses sua casa de massagem foi a mais disputada em toda a BR Vermelha. Nos bares, a Mulher Samambaia era o assunto da mesa e até algumas mulheres passaram lá para conferir o cobiçado pedaço de mal caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, após dois meses, a Mulher Samambaia precisou voltar para São Paulo para continuar as gravações do Pânico na TV e o estabelecimento de Eder voltou a ter pouca visitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E agora? - Pensou o empresário - O que farei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apostou na reforma de sua casa. Luzes a laser, globos, espelhos, muito cor-de-rosa, cadeiras de madeira polidas uma a uma, um chão tão brilhoso que era possível ver as calcinhas da mulheres que alí trabalhavam. Nos quartos, camas com veludo, banheiras de hidromassagem, conforto pra dar e vender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso realmente deu resultado. Clientes mais refinados começaram a procurar a casa, mas ainda era pouco para Eder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a vida é uma caixinha de surpresa. E numa bela manhã de domingo, Eder recebe uma ligação, do seu primo Joseph Klimber, grande fazendeiro do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Primo, os negócios aqui na fazenda vão de poupa em vento! Está tudo muito bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aé, é? E qual é o segredo do sucesso? - Perguntou Eder sem interesse, pois sabia que o primo não iria responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eder, Deus me iluminou, botou ao meu lado Gaudêncio, o Fenomenal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gaudêncio? Nunca ouvi falar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oras, como não?! - Respondeu Joseph indignado - Graças a ele as galinhas estão pondo ovos como nunca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eder viu que seu primo tinha ouro nas mãos, e não hesitou em pedir Gaudêncio emprestado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ooohhh, o Gaudêncio emprestado? Não sei, não, Eder, ele é tudo pra mim... quer dizer, pros meus negócios!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só por uns tempos, Joseph.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguns minutos Joseph concordou, e Eder foi no outro dia mesmo buscar o seu salvador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8002339903704389796-5634202040585684679?l=parceriadeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/feeds/5634202040585684679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/01/gaudncio-negociado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/5634202040585684679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/5634202040585684679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/01/gaudncio-negociado.html' title='Gaudêncio é negociado'/><author><name>Parceiros de Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06594390710035251352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SWQ8oQkzRoI/AAAAAAAAAAk/XS9tL_SQrKY/S220/%7Bandr%C3%A9%7D+%7Bjo%C3%A3o%7D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8002339903704389796.post-5766533643568757182</id><published>2009-01-09T19:35:00.000-08:00</published><updated>2009-01-09T19:52:46.992-08:00</updated><title type='text'>O Galo Gaudêncio</title><content type='html'>Era uma vez um fazendeiro que tinha um galinheiro com 180 galinhas e estava procurando um bom galo para produzir ovos. Um belo dia, o fazendeiro vai até o povoado, entra na agropecuária e diz para o vendedor:&lt;br /&gt;- Boa tarde! Procuro um bom galo capaz de cobrir todas as minhas galinhas.&lt;br /&gt;O vendedor responde:&lt;br /&gt;- Quantas galinhas voc tem?&lt;br /&gt;- No total, 180, diz o fazendeiro.&lt;br /&gt;Então o vendedor puxa uma gaiola com um galo enorme, musculoso, com a crista de pé, olhos azuis e uma tatuagem no peito dos Rolling Stones e diz para o fazendeiro:&lt;br /&gt;- Leva esse aqui, o Alberto, veio do Rio de Janeiro, ele não falha.&lt;br /&gt;O fazendeiro leva o galo e, no dia seguinte, pela manhã, solta o galo no galinheiro. O galo sai correndo, pega a primeira galinha, e dá duas sem tirar, pega a segunda, dá a primeira, e quando estava na segunda...cai frito. O fazendeiro olha e diz:&lt;br /&gt;- O que me vendeu este vendedor filha da puta? Este galo comeu duas galinhas e capotou.&lt;br /&gt;Então, pegou o galo pelo pescoço e levou-o até o vendedor e contou para ele o que aconteceu. O vendedor se desculpou e puxou outro galo. Este era preto, de crista amarela, olhos cinzas e tênis da Nike. E diz para o fazendeiro:&lt;br /&gt;- Esse daqui é o Fernando, o melhor que tenho, mandei vir especialmente de São Paulo. Dá uma olhada no trabalho dele depois me conta. O fazendeiro volta para a fazenda com o galo e repete a manobra: o galo sai alucinado, come a primeira galinha de pé, pega a segunda e traça, na terceira ele faz o 69 e quando está bombeando a Quarta,, cai morto no meio do galinheiro. O fazendeiro, emputecido, pega o galo pelas patas, se manda para o povoado, entra porta adentro na agropecuária e diz para o vendedor:&lt;br /&gt;- Escuta aqui filho de uma ronca e fusca, é o segundo galo que tu me vende e que não presta para nada. É melhor você me vender um galo decente ou vou tocar fogo nesta merda, sacou cara!!!&lt;br /&gt;Então o vendedor puxou um galo de merda, pelado, sem crista nem penas, com olheiras, corcunda, com tênis Bamba de lona e uma camisa azul claro com os dizeres "Tomo chimarrão e daí?" e diz ao fazendeiro:&lt;br /&gt;- Olha, é só o que me resta. O nome dele é Gaudêncio e veio para cá por engano num barco que vinha do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;O fazendeiro, puto da cara, leva o galo pensando:&lt;br /&gt;- Que caralho vou fazer com este galo gaúcho e fodido...&lt;br /&gt;Chegando na fazenda solta o Gaudêncio no galinheiro, o galo joga a camisa para um lado e sai enlouquecido comendo as 180 galinhas.&lt;br /&gt;Dá uma respirada e come as 180 de novo. Sai correndo enraba o pastor alemão, ai o fazendeiro pega ele, da dois sopapos para acalmá-lo e tranca ele na gaiola.&lt;br /&gt;- Porra, é um fenômeno este galo!!! Pensa o fazendeiro.&lt;br /&gt;E as galinhas enlouquecidas com o Gaudêncio, que o Gaudêncio isto..., que o Gaudêncio aquilo..., e com você o que que ele fez..., e comigo ele fez tal coisa... loucura total, todas as galinhas querendo ir de muda pra Porto Alegre.&lt;br /&gt;No dia seguinte solta o bicho de novo, o Gaudêncio sai levantando poeira, dá duas voltas no galinheiro faturando tudo que é buraco com penas que encontra no caminho, sai correndo e come o cachorro, o porco e duas vacas.&lt;br /&gt;O fazendeiro corre atrás, pega ele pelo pescoço, dá umas chacoalhadas para acalmá-lo e joga ele na gaiola.&lt;br /&gt;- Que galo filho da puta! Vai me cobrir a fazenda inteira!!!, diz o fazendeiro.&lt;br /&gt;No dia seguinte, vai buscar o galo e encontra a jaula toda arrebentada...&lt;br /&gt;- O Gaudêncio FUGIU!!!&lt;br /&gt;Sai correndo para o galinheiro e encontra todas as galinhas de bunda para cima fumando e assobiando, lá fora o porco com o cu pro sol, as duas vacas deitadas no chão falando do Gaudêncio, o cachorro com a bunda arruinada,...e pensa:&lt;br /&gt;- Ele vai comer o gado do vizinho, vão me matar!!!&lt;br /&gt;Então pega o cavalo e sai procurando o Gaudêncio sem descanso, seguindo a pista deixada por ele (cabras suspirando, bodes passando Hipoglós na bunda, uma tartaruga que perdeu o casco no tranco, um touro provandolingerie, três capivaras mancando, um pônei sentado no gelo, um bambi curando as hemorróidas... até que, de repente, a distancia, vê o Gaudêncio caído no chão....&lt;br /&gt;Uma cena desgarradora!!! E os abutres voando em círculos, e babando de fome.&lt;br /&gt;Quando viu os abutres sobrevoando em círculos, o fazendeiro entendeu a situaão:&lt;br /&gt;- Nãoooooo, Gaudêncioooooo...... Morreuuuu o Gaudênciooooo!!!&lt;br /&gt;Uma vez que encontro um galo de verdade.... E no meio do lamento, cuidadosamente o Gaudêncio abre um olho, olha o fazendeiro e assinalando os abutres, pisca e diz:&lt;br /&gt;- Shhhhhhhhhhhiiiiiiii!!!! Te acalma Tchê, que eles tão quase descendo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: essa é uma piada que encontrei na web (não sei quem é o autor) mas que achei tão bacana que irei adotar a personagem do Gaudêncio e criar novas aventuras com este galo fenomenal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{joão}&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8002339903704389796-5766533643568757182?l=parceriadeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/feeds/5766533643568757182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/01/o-galo-gaudncio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/5766533643568757182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/5766533643568757182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/01/o-galo-gaudncio.html' title='O Galo Gaudêncio'/><author><name>Parceiros de Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06594390710035251352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SWQ8oQkzRoI/AAAAAAAAAAk/XS9tL_SQrKY/S220/%7Bandr%C3%A9%7D+%7Bjo%C3%A3o%7D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8002339903704389796.post-6016268573658917303</id><published>2009-01-08T05:26:00.000-08:00</published><updated>2009-01-13T18:39:13.083-08:00</updated><title type='text'>A Maçã do Amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SWYzfPNIWxI/AAAAAAAAABA/u0Orc_yaQ20/s1600-h/CORAÃ‡AO+PARTIDO.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SWYzfPNIWxI/AAAAAAAAABA/u0Orc_yaQ20/s1600-h/CORAÃ‡AO+PARTIDO.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SWYzfPNIWxI/AAAAAAAAABA/u0Orc_yaQ20/s1600-h/CORAÃ‡AO+PARTIDO.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele realmente a amava. Porque, afinal, ela era mais importante que o ar, que o colorido do arco-íris, que a doce nota de uma bela música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela não o amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa paixão impossível tomou conta do homem, e se tornou o seu mais profundo desejo, aquele que mais queremos em toda a vida. E ele foi em busca do seu grande amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira tentativa foi num pacato dia normal, numa feira. Ela estava lá, com seus cabelos negros e compridos iluminando todo o lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu te amo! Disse simplesmente. - Te amo mais que tudo nesse mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era verdade. Suas palavras tinham convicção, tinham força, tinham amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela olhou-o de cima a baixo, e saiu sem nada dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma única lágrima caiu pelo seu rosto, percorrendo sua pele bronzeada lentamente. E aquela sensação de que a garganta está seca, sufocada, tomou conta do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casa escreveu dezenas de cartas relatando seu amor, sua necessidade em tê-la ao seu lado. Mas ela nunca respondeu sequer um recado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda vez que encontrou-a foi na igreja, na missa de domingo de manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá estava ela, iluminando o lugar com seus cabelos negros e compridos, ocupando um único banco sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou-se ao seu lado e não perdeu tempo para dizer o quanto a amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela, novamente levantou-se e nada disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a dor, o desespero, o aperto na garganta mostraram para ele o que é sofrer por um amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu da igreja correndo, sem saber onde realmente ia, porque isso não importava, nada importava. Só tinha um desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhou durante horas. O sol do meio-dia castigava suas costas. Estava cansado, fraco, e desmaiou ao lado de uma pedra que era parecida com um triângulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava numa linda praia, de areias brancas, altas palmeiras e águas verde-claro. O vento fresco aliviava o calor de seu corpo e, olhando ao longe, viu que sua grande paixão sorria pra ele. Correu o mais que pode, mas quando chegou próximo a ela o chão sumiu e caiu num abismo infinito. Se debatia no ar, mas de nada adiantava. Depois do que pareceu uma eternidade, caiu sentado em um banco branco de madeira, num campo verde em que não se via o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua esquerda, um lago. A sua direita, uma e outra árvore. A sua frente, um velho jogava milho para pássaros, cantarolando sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"O sol sempre vai, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A brisa sempre vem, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Com tristeza ele sai,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Com alegria ela vem!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O dia é tão belo,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas não é de ninguém,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não quero partir,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas não tenho ninguém!"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O homem observou o velho cantar por alguns minutos, quando se levantou e pediu onde estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh, você está ai, meu caro! Sente-se, sente-se, vamos conversar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saber o que fazer, obedeceu, e ouvio o velho senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Adoro tratar os pássaros, são criaturas incríveis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao examinar o jovem, reparou sua tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que lhe preoucupa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo instante, todas as perguntas sobre onde estava e quem era o velhinho desapareceram, e seu grande amor voltou a sua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu amor não me ama! - disse com a voz carregada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho olhou com ternura, deu um tapinha no seu ombro e falou com um sorriso no rosto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, o amor! Forte como o aço e potente como o trovão! - O velho ficou sério repentinamente. - É impossível controlá-lo. O único jeito para obtê-lo é conquistando o coração da pessoa amada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O jovem baixou a cabeça, e falou com a voz triste e lenta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu faria qualquer coisa para ter o amor dela! Qualquer coisa!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A brisa estava ficando cada vez mais forte, trazendo uma sensação gélida que era super agradável. Os pássaros continuavam cantando e saltitando pelo gramado sem fim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você está disposto a qualquer sacrifício para ganhar o amor dela? - perguntou friamente o velho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não pensando duas vezes, encarou os olhos azuis que o fitavam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Qualquer coisa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Num golpe ágil, o velinho levantou, cruzou um braço e o outro começou a mexer no queixo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Há muito tempo, uma jovem moça se apaixonou por um poderoso rei. Ela, uma proletariada, sabia que o amor seria impossível. Mas, dotada de um imenso poder, passou anos desenvolvendo um jeito de ter a companhia de seu amado. Conseguiu, então, criar um encantamento super discreto, que não levantaria suspeitas da sua intenção, e que faria com que o rei a amar eternamente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O velho parou de andar, e encarou o jovem com interesse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Já ouviu falar na Maçã do Amor?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim, claro!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Foi inventada por Lady Isabelle, no século XII, que conseguiu o amor de seu homem. Hoje, não passa de uma lenda e é comercializada em todo lugar. Mas, é obvio, sem produzir seu verdade efeito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os olhos do jovem faiscaram de entusiasmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Farei a Maçã do Amor! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Para isso você precisará da fórmula! - disse o velho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E de tanto chorar e implorar para o sábio homem, conseguiu um antigo pergaminho que continha escritas a mão com ingredientes nunca vistos pelo jovem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Olhou o velho com extrema alegria, no mesmo instante em que tudo ficou claro e ele acordou deitado na trilha, ao lado da pedra que lembrava um triângulo.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Foi pra casa e começou a trabalhar. Seu primeiro desafio foi encontrar os misteriosos ingredientes. Procurou durante semanas, durante meses, e, por fim, durante anos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por fim os encontrou, mas ainda restava preparar a Maçã. Tentou durante semanas, durante meses, e, por fim, durante anos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso ela se casou. Já na velhice, ficou viúva, e se encontraram pela terceira vez, numa trilha distânte, ao lado de uma pedra que lembrava um triângulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá conversaram durante um bom tempo e teve a oportunidade em presenteá-la com a uma fruta, a Maçã do Amor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que daria certo? Será que a maçã faria com que ela se apaixonasse perdidamente por ele?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No instante em que ela deu a primeira mordida seus olhos brilharam, e o maior desejo da vida daquele homem se realizara: ela seria sua! Toda a alegria do mundo estava concentrada nele, o homem mais feliz da terra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela reconheceu seu amor e juntos viveram. Mesmo velhinhos conseguiram desfrutar de uma intensa paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas algo estava estranho. Passado alguns meses, parecia que ela não era tão simpática quanto ele esperava, nem tão inteligente, nem tão carinhosa. Em algumas semanas, tudo o que ele mais queria estava sob seus braços, mas não estava feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobriu, então, quase no fim da vida, que ela não era o que ele esperava, e que não a amava mais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SWYzp3BfuqI/AAAAAAAAABI/s5IftkCzSB8/s1600-h/CORAÃ‡AO+PARTIDO.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;{joão}&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8002339903704389796-6016268573658917303?l=parceriadeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/feeds/6016268573658917303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/01/o-amor-e-loucura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/6016268573658917303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/6016268573658917303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/01/o-amor-e-loucura.html' title='A Maçã do Amor'/><author><name>Parceiros de Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06594390710035251352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SWQ8oQkzRoI/AAAAAAAAAAk/XS9tL_SQrKY/S220/%7Bandr%C3%A9%7D+%7Bjo%C3%A3o%7D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8002339903704389796.post-4438660791412389820</id><published>2009-01-06T19:13:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T19:19:09.553-08:00</updated><title type='text'>Caverna de Godstheinn</title><content type='html'>A angústia de toda uma vida chegava ao fim. Dúvidas, incertezas, fatos não-explicados seriam revelados dentro de instantes, pois Rincon finalmente havia decifrado a cobiçada Profecia, o maior objeto de desejo desta Era.Foram muitas as vidas que se perderam. Foram muitas as vidas roubadas. Foram muitas as vidas que partiram e não conseguiram encontrar a Verdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sinto a Energia... - murmurou para sí mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era noite e o homem caminhava lentamente, pois sabia que a pressa era cruel. Apoiando-se em seu longo cajado, que ultrapassava vários palmos além de sua cabeça, Rincon mantinha o olhar atento. Seu corpo estava coberto por um longo sobre-tudo, morrom escuríssimo, que tapava sua face e deixava seu olhar na mais profunda escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fina trilha no meio da intensa floresta negra era iluminada pelo luar, criando formas sinistras das sombras das velhas árvores. Com a respiração intensa, seu hálito quente se chocava com o frio, formando uma seqüência de fumaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deve ser por aqui... sei que deve ser por aqui... - suplicava o homem com imensa agonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E realmente estava. Depois que a trilha serpenteou para a esquerda e uma encruzilhada separou o caminho, via-se, bem ao longe do lado direito, uma pequena montanha que se erguia na escuridão da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu coração punsionou mais forte. Sentia as batidas acelerarem, como se forçassem seu velho corpo a aumentar o passo. Sua respiração aumentou e seu olhar se fixou em um único ponto: uma pequena abertura, suficiente apenas para a passagem de um homem, que era mais negro do que o mais profundo negro, e era moldurada por madeiras cor marfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após alguns minutos de caminhada reta e continua, Rincon parou de chofre a uns dez metros da horrível entrada, que exalava uma névoa de seu interior. Levantou o cajado e o apontou com firmeza para a parte superior da porta. Murmurou algumas palavras para o nada, no que a ponta do cajado emitiu uma luz que quebrou as trevas da floresta. Ao acostumar os olhos a claridade, leu as seguites palavras na madeira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caverna de Godstheinn&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que o poder seja louvado - disse em tom alto e claro, no mesmo momento em que adentrou a caverna com passos firmes e fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{joão}&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8002339903704389796-4438660791412389820?l=parceriadeletras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/feeds/4438660791412389820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/01/caverna-de-godstheinn.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/4438660791412389820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8002339903704389796/posts/default/4438660791412389820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parceriadeletras.blogspot.com/2009/01/caverna-de-godstheinn.html' title='Caverna de Godstheinn'/><author><name>Parceiros de Letras</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06594390710035251352</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_OqNzqfVEjC4/SWQ8oQkzRoI/AAAAAAAAAAk/XS9tL_SQrKY/S220/%7Bandr%C3%A9%7D+%7Bjo%C3%A3o%7D.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
